MK - Marcelo Kieling
"Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."
O fim de um pérfido da República e sua família!
O fim de um pérfido da República e sua família!
Por Marcelo Kieling
Em certo dia de 1999, o ex-presidente condenado por mais um crime cometido ao longo de sua desprezível carreira disse o que faria se chegasse à Presidência: "Daria golpe no mesmo dia. Não funciona."
Um elemento traidor, desleal e infiel; lado sombrio do regime democrático. No Exército, planejou uma série de atentados a bomba em quartéis e em uma adutora de água, rompendo com a hierarquia militar, determinando um ambiente de total hostilidade.
Este elemento de espírito hostil e despreparado nada realizou de importante ao longo de cerca de 28 anos de vida política. Sempre se mostrou contra a nação, seus princípios e suas instituições. Pregou a instauração de um novo Estado autoritário, nos moldes da ditadura que sempre exaltou.
Durante seu mandato como presidente da República na pandemia de COVID-19, minimizou a gravidade da doença, criticou medidas de isolamento social e defendeu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada; praticamente destruiu a política ambiental, especialmente com o aumento do desmatamento na Amazônia; atacou a ideologia de gênero; ofendeu populações pela origem, cultura ou etnia; defendeu a flexibilização do porte de armas, incitando de forma clara a violência; tentou reprimir opositores; praticou a censura a membros da imprensa e pregou a sistemática violação de direitos humanos.
Ao perder as eleições, tentou abolir o Estado Democrático de Direito para usurpar o poder de forma ilegal; cometeu crimes de responsabilidade ao violar a Constituição, atentar contra a segurança interna do país, conspirar contra as instituições, articular um golpe de Estado, incitar à violência política e incentivar o desrespeito às decisões do Poder Judiciário.
Depois destes tempos sombrios de tentativas de criar uma tirania e um regime de ditadura no país, quebrando a soberania democrática, o Brasil pode comemorar, em 11 de setembro de 2025, um novo dia de Independência, pois a sociedade brasileira foi libertada deste elemento terrorista e de seus comparsas, retomando sua rotina diária.
Para expor a total incoerência de "Deus, Pátria e Família" — mote daquela corrida presidencial, também utilizado por seus filhos e pelo grupo que seguiu o condenado ex-presidente — fica absolutamente evidente que esta expressão é descolada da realidade dos fatos, pois as práticas, pensamentos e ações desse grupo são absolutamente contrárias à verdade, já que a realidade fica demonstrada pela condenação do grupo terrorista que tentou impor ao país o caos e a violência.
Os filhos do ex-presidente não ficaram imunes ao envolvimento em práticas corruptas e atos de lesa-pátria, acumulando investigações que vão desde a participação em esquemas de rachadinhas e falsificação de cartões de vacinação até a articulação com milícias digitais e a disseminação de discursos de ódio. Longe de representarem um contraponto ético ao patriarca, converteram-se em seus mais fiéis escudeiros na manutenção de posturas discriminatórias, amplificando ataques a minorias, promovendo desinformação e cultivando um ambiente de intolerância que desafia os princípios mais elementares da convivência democrática.
O cerco jurídico à família do ex-presidente — com suas ramificações em associação criminosa, tentativa de golpe e crimes contra a soberania nacional — será suficiente para extirpar este esquema ideológico e reacionário do tabuleiro eleitoral? Infelizmente, o que se vê na história recente não é a morte de movimentos reacionários e autoritários por decisões judiciais, mas sua metamorfose: o líder vira mártir, a inelegibilidade vira perseguição, e o eleitorado, longe de se dispersar, reorganiza-se em torno de novos porta-vozes que herdam o discurso, o antipetismo visceral e a estética da ruptura. A direita radical brasileira construiu, ao longo de anos, um ecossistema que independe de CPFs — fincou raízes em milícias digitais, bancadas parlamentares orgânicas, prefeituras estratégicas e um imaginário de guerra cultural que nenhuma sentença, por si só, desfaz.
O erro é supor que o fascismo brasileiro morre com a prisão de seus generais: ele se recicla, troca de rosto, aprende com os erros e volta travestido de "nova direita", mais articulado e igualmente perigoso. O direito pode, sim, cortar cabeças; mas não substitui o trabalho lento e profundo de desidratação do solo fértil onde essas ideias germinam — e esse trabalho, até agora, o país não fez.
Para reflexão deste grupo minoritário da população brasileira, segue um aconselhamento de Jesus aos seus discípulos descrito no Evangelho de Mateus, capítulo 7, versículo 6: "Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem."
Não possuo qualquer ideologia política. O que tento apresentar em meus artigos e crônicas, quando trato de política, é a indignação com o lastimável lamaçal dos corredores políticos do Brasil. O meu único pensamento, ao observar este momento drástico do Brasil e de sua política, é que precisamos mudar o Brasil. Vamos?
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