Reimont
Por Marcelo Kieling
Com o tabuleiro político de 2026 em plena movimentação,o estado o Rio de Janeiro se prepara para debates decisivos sobre o seu futuro estrutural e econômico. O deputado federal Reimont (PT-RJ), que recentemente lançou sua pré-candidatura à reeleição em um grande ato na Zona Norte da capital, consolida-se como uma das vozes ativas nesse processo. Reconhecido por sua base nos movimentos sociais e pela defesa contínua do serviço público, o parlamentar enfrenta agora o desafio de articular pautas essenciais em um Congresso Nacional fragmentado:
Reimont é deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, vice-líder do PT na Câmara dos Deputados. Doutor em História Comparada na UFRJ, é professor, bancário, teólogo franciscano. Como parlamentar, atua na defesa dos mais empobrecidos.
Preside a Frente Parlamentar em Defesa da População em Situação de Rua e a Frente Parlamentar Mista em Defesa das Organizações da Sociedade Civil.
Em 2026, Reimont está nas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial, Administração e Serviço Público, Trabalho, Educação, Ciência e Tecnologia e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa.
Após oficializar sua pré-candidatura à reeleição na Zona Norte do Rio, o deputado federal Reimont (PT-RJ) faz um balanço do seu mandato e projeta os próximos passos em Brasília. Em pauta: segurança pública, defesa dos trabalhadores e o futuro da educação no estado. Nesta entrevista, ele detalha suas estratégias:
1. Conexão com as Bases e Lançamento na Zona Norte
Deputado, o senhor oficializou recentemente sua pré-candidatura à reeleição em um evento expressivo na Zona Norte do Rio. Historicamente, essa região concentra demandas profundas de infraestrutura, emprego e segurança. Qual é o simbolismo de escolher a Zona Norte como ponto de partida para essa nova jornada e como a sua atuação em Brasília tem dialogado diretamente com a realidade do subúrbio carioca?
Reimont: Escolhi lançar minha pré-candidatura na Zona Norte porque foi ali, nas ruas, nas comunidades, nas escolas, nas igrejas e nos movimentos populares, que aprendi a fazer política. É um território de trabalhadores e trabalhadoras que movimentam o Rio de Janeiro todos os dias e que merecem mais investimentos e mais presença do Estado. Meu mandato nunca foi de gabinete. Eu caminho pelos bairros, pelos municípios, escuto a população e transformo essas demandas em projetos, em fiscalização e em articulação junto ao governo federal. Foi assim que atuamos em defesa da educação, da saúde, da moradia, da cultura e dos direitos humanos. Começar essa caminhada pela Zona Norte é reafirmar que o nosso compromisso continua sendo com quem mais precisa.
2. Defesa dos Serviços Públicos e Funcionalismo
A sua trajetória política é fortemente marcada pela interlocução com os servidores públicos e pela defesa das estatais e dos serviços essenciais, como educação e saúde. Diante do debate econômico e das reformas que tramitam no Congresso em 2026, quais são as principais frentes de resistência e de proposta que o senhor considera prioritárias para garantir a dignidade do trabalhador e a qualidade do serviço na ponta?
Reimont: Sempre digo que serviço público não é gasto; é investimento na vida das pessoas. Defender os servidores é defender a escola pública, o SUS, a assistência social e todos os serviços essenciais. No Congresso, tenho trabalhado para fortalecer o Estado brasileiro, valorizar os profissionais que atendem a população e combater a precarização das relações de trabalho. Também apresentei projetos voltados à proteção dos trabalhadores e ao combate ao trabalho escravo contemporâneo. O Brasil só crescerá de forma justa se colocar o trabalho digno e os serviços públicos de qualidade no centro das prioridades.
3. O Desafio da Segurança Pública no Rio de Janeiro
O estado do Rio de Janeiro enfrenta uma crise crônica na segurança pública, que muitas vezes ultrapassa as divisas estaduais e exige coordenação federal. Como o senhor avalia o papel de um deputado federal na construção de soluções para esse problema e quais mecanismos de financiamento, legislação ou fiscalização o senhor defende para combater a violência sem sufocar as comunidades mais vulneráveis?
Reimont: Segurança pública exige inteligência, integração entre os governos e políticas sociais. Não existe solução simples para um problema tão complexo. O papel do deputado federal é aperfeiçoar as leis, garantir recursos para a segurança e fiscalizar a aplicação desses investimentos.
Defendo o combate firme ao crime organizado. Defendo a proteção dos direitos da população das periferias e das favelas, gente trabalhadora que constrói o nosso estado no dia a dia. Sou um militante dos Direitos Humanos e um militante de Segurança Pública com Cidadania. Segurança também se faz com educação, cultura, geração de emprego e redução das desigualdades.
4. Articulação Política e a Bancada do PT em Brasília
Com o teto ideológico e a polarização que ainda desenham o cenário político nacional em 2026, o diálogo no Congresso Nacional exige alta capacidade de articulação. Sendo o senhor um parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), como tem sido o trabalho para construir consensos em prol de projetos que beneficiem o estado do Rio de Janeiro, mesmo diante de um parlamento fragmentado?
Reimont: Venho trabalhando muito para construir um Congresso amigo do povo, impedir que as elites sigam ditando as regras apenas segundo os seus interesses, dentro de um ciclo de exploração, de indiferença em relação aos anseios reais do povo. O Parlamento é o espaço do diálogo e da construção de consensos. Tenho procurado conversar com parlamentares de diferentes partidos sempre que o objetivo é melhorar a vida da população. Muitas propostas importantes só avançam porque conseguimos construir pontes sem abrir mão dos nossos princípios. Meu compromisso é defender os interesses do povo fluminense, buscar recursos para o Estado e fortalecer políticas públicas que promovam desenvolvimento, inclusão social e geração de oportunidades.
5. Educação e Cultura como Vetores de Inclusão
Tanto em sua atuação como vereador na capital quanto agora na Câmara dos Deputados, as pautas de educação, cultura e direitos humanos sempre estiveram no centro do seu mandato. Para o próximo período legislativo, caso reeleito, qual é o principal projeto ou marco legal que o senhor pretende capitanear para expandir o acesso e o orçamento dessas áreas, pensando na juventude fluminense?
Reimont: Educação, cultura e direitos humanos são pilares da minha trajetória política porque acredito que transformam vidas. Sigo trabalhando para fortalecer a educação pública, ampliar o acesso da juventude à universidade, à cultura, ao esporte e à ciência, além de defender mais recursos para essas áreas. Também quero avançar em políticas voltadas à população em situação de rua e consolidar leis e projetos que garantam direitos e oportunidades para os jovens. Investir na juventude é construir um Rio de Janeiro mais justo, mais seguro e com mais esperança para o futuro.




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