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Barra Mansa,13/07/2026

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    Crise dos chips leva mercado de celulares ao pior nível em 13 anos

    tecnoblog.net
    Crise dos chips leva mercado de celulares ao pior nível em 13 anos





    Resumo

    • As remessas de smartphones caíram 11% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023.

    • A crise dos chips de memória RAM e armazenamento aumentou os custos de fabricação e inflacionou os preços dos celulares.

    • Samsung e Apple foram as únicas a crescer, com market shares de 24% e 20%, respectivamente.







    As remessas de smartphones no segundo trimestre de 2026 caíram 11% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Com isso, as vendas atingiram seu menor patamar desde 2013.





    Os dados são estimativas da empresa de pesquisa de mercado Counterpoint Research. E o motivo para a queda, que já era esperada, é a crise envolvendo os chips de memória RAM.





    Por que o mercado de smartphones despencou?





    Com os grandes investimentos na construção de data centers para inteligência artificial, houve um aumento enorme na demanda por chips de memória.





    As fornecedoras, então, passaram a priorizar componentes do tipo HBM (memória de banda larga), usados nessas instalações. Para isso, elas sacrificaram a produção de chips DRAM e NAND (armazenamento flash), usados na produção de celulares.





    A menor oferta fez os preços subirem. Com custos maiores, as fabricantes de smartphones repassaram os aumentos aos consumidores, levando a uma queda nas vendas, principalmente entre os celulares mais baratos.





    “Aparelhos de entrada e intermediários, que correspondem à maioria do volume global de smartphones e estão mais expostos a impactos econômicos na lista de componentes, tornaram-se estruturalmente inviáveis nos preços antigos”, escreve Shilpi Jain, analista sênior da Counterpoint.





    As fabricantes, então, estão adotando estratégias variadas nesses segmentos: aumentar preços, aceitar margens de lucro menores, estender o ciclo de vida de modelos da geração anterior, usar promoções para atrair consumidores com orçamento apertado ou mesmo cancelar lançamentos e produção.





    Um segundo fator influenciou nos preços de celulares: as tensões geopolíticas no Oriente Médio. Essa crise aumentou os custos de transporte e combustível, inflacionando ainda mais o valor dos smartphones.





    Samsung e Apple crescem enquanto chinesas encolhem









    A Counterpoint também trouxe novos dados da divisão de mercado entre as principais marcas de celulares. As grandes vencedoras foram Samsung e Apple, enquanto Xiaomi, Oppo e Vivo Mobile (Jovi no Brasil), que completam o top 5, agora detêm fatias menores.





    O market share da Samsung passou de 20% para 24%. A Counterpoint aponta a disponibilidade de produtos, menos reajustes e promoções agressivas como motivos para esse resultado.





    A Apple passou de 17% para 20%, e o fato de não ter reajustado os preços dos iPhones foi um fator decisivo para os bons resultados.





    Por outro lado, Xiaomi (14% para 12%), Oppo (12% para 11%) e Vivo Mobile (9% para 8%) tiveram dificuldades. As três marcas dependem muito dos segmentos de entrada e intermediário, que foram muito afetados pelo aumento dos custos.


    Crise dos chips leva mercado de celulares ao pior nível em 13 anos




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