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Barra Mansa,13/07/2026

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    Paulo Moreira

    Quando a bola parar de rolar...

    Copa do Mundo gerou uma pausa, mas não uma trégua, no debate político


    Quando a bola parar de rolar...

    Quando a bola parar de rolar...

    Copa do Mundo gerou uma pausa, mas não uma trégua,  no debate político

    Por Paulo Moreira

    Até a seleção brasileira cair duante dos já eliminados jogadores da seleção norueguesa, pouca coisa de novo ocorreu no cenário político do Brasil. 

    A disputa interna no clã Bolsonaro foi a exceção, e talvez o momento para levar a público a cizânia tenha sido escolhido por Michelle porque o prejuízo midiático foi suavizado pela bola rolando na grama dos campos da Copa. Mas, praticamente, foi só isso.

    O que vem por aí 

    As pesquisas indicaram,  como esperado, que o ritmo de derretimento da candidatura de Flávio Bolsonaro diminuiu. Por enquanto, nada aponta para uma recuperação, mas, pelo menos por enquanto, uma vitória de Lula no primeiro turno não parece provável. 

    O isolamento catarinense

    O nome do estado de Santa Catarina está dando urticária em boa parte dos brasileiros, independente da ideologia.

    Isso porque um grupo minoritário se proclama dono de uma "herança germânica" e acredita que isso os torna superiores ao resto do país.

    No entanto, eles não representam o estado inteiro, e seria muito bom que os catarinenses de bom senso fizessem uma campanha de esclarecimento para evitar que o estado se torne antipatizado. 

    Caso isso não aconteça, Santa Catarina pode se tornar, em relação ao Brasil, o que a Argentina é em relação às Américas. 

    Uma vez, num evento internacional de jornalistas, eu estava jantando com mexicanos, chilenos e uruguaios, e todos falavam mal da Argentina. Tentei contemporizar, perguntando à mexicana porque ela detestava tanto os argentinos: "porque eles merecem", foi a resposta. 

    Além da presidência 

    O discurso da esquerda na campanha eleitoral está passando a incluir a necessidade de dar a vitória à esquerda também no Legislativo.

    Isso é importante para que Lula, se reeleito, consiga governar com certa tranquilidade, mas este colunista espera que continue a haver representantes do centro e da direita no Congresso: unanimidades transformam-se facilmente em ditaduras.




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