MK - Marcelo Kieling
Um Rio de Janeiro se jogando no lixo
Uma ladeira sem fim ...
Um Rio de Janeiro se jogando no lixo
Uma ladeira sem fim ...
Nasci em 1960, no Paraná. Em homenagem aos meus avós Godofredo Kieling e Zilda Vargas Kieling, meus pais, foram até Querência do Norte, chão da terra vermelha, interior do paranaense, para que eu nascesse lá.
Depois desta aventura, meu pai, oficial do Exército, integrante da FEB - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA, herói na Segunda Guerra Mundial, foi transferido para o Maranhão e depois disso, o velho Cardona resolveu se transferir para o seu direito de reserva, após não ter sido atendido em 1963 em um pedido dele de voltar para o Rio de Janeiro e atuar na Escola de Educação Física do Exército.
Assim, vivi no Rio de Janeiro, toda a minha vida de verdade. A cidade mais linda do mundo. O único lugar na face da Terra que reúne a vida urbana, a praia, a montanha, a floresta e as grandes favelas que cercam toda a região.
O único lugar do mundo onde se reúnem nas praias, nas arquibancadas do Maracanã e da Passarela do Samba, em momentos solidários, ricos e pobres. Um lugar único onde o Sol desperta atrás da pedra do Arpoador ou é observado com imenso delírio do alto da Pedra da Gávea.
Praias, florestas, parques, museus, lagoas, montanhas tudo reunido em torno de uma população recheada de simpatia, alegria e bom humor. Mas totalmente abandonada por uma série de governos corruptos e incompetentes.
Me traz uma enorme revolta, ler e ouvir estes trechos cantados por Fernanda Abreu na versão de Rio 40 Graus, a pura realidade deste momento deste lugar sem igual.
“(Ô, Cabal—) (a jogada é boa, [?] é bom—)
(Quem sabe a morada—) (ele entrou—)
(Ele sabe a picada para o meu barracão)
(Só não venha, só, só, só não venha)
(O Rio de Janeiro)
Rio, quarenta graus
Rio, quarenta graus
Rio, quarenta graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza e do caos
Rio, quarenta graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza e do caos
Capital do sangue quente do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior do Brasil
Capital do sangue quente do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior do Brasil
Cidade sangue quente, maravilha mutante
O Rio é uma cidade de cidades misturadas
O Rio é uma cidade de cidades camufladas
Com governos misturados, camuflados, paralelos
Sorrateiros, ocultando comandos
Comando de comando, submundo oficial (uh)
Comando de comando, submundo bandidaço (ah)
Comando de comando, submundo classe média (uh)
Comando de comando, submundo camelô (ah)
Comando de comando, submáfia manicure (uh)
Comando de comando, submáfia de boate
Comando de comando, submundo de madame (uh)
Comando de comando, submundo da TV
Submundo deputado, submáfia aposentado
Submundo de papai, submáfia da mamãe
Submundo da vovó (submáfia criancinha)
E submundo dos filhinhos
Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante
Rio, quarenta graus (quarenta graus)
Cidade maravilha
Purgatório da beleza e do caos
Rio, quarenta graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza e do caos
Rio, quarenta graus
Purgatório da beleza e do caos
É, Rio, quarenta graus
Quem é dono desse beco? Quem é dono dessa rua?
De quem é esse edifício? De quem é esse lugar?
Quem é dono desse beco? Quem é dono dessa rua?
De quem é esse edifício? De quem é esse lugar?
É meu esse lugar
(Sou carioca, pô) sou carioca
(Eu quero meu crachá) (sou carioca, pô)
Canil veterinário é assaltado
Liberando cachorrada doentia, atropelando
Na chincha das esquinas de macumba violenta
Escopeta de sainha plissada (ah)
Na chincha das esquinas de macumba gigantesca
Escopeta de shortinho algodão
Cachorrada doentia do Joá, é
Cachorrada doentia, São Cristóvão
Cachorrada doentia, Bonsucesso
Cachorrada doentia, Madureira
Cachorrada doentia da Rocinha
Cachorrada doentia do Estácio ..."
Que saudade do meu Rio 40 Graus de verdade. A minha infância e juventude são inesquecíveis.
Estudei no Pedro II - o melhor ensino do Brasil, naquela época. Fiz as minhas faculdades e todas as especializações no Rio de Janeiro. Vivi a minha juventude nos campos de futebol por anda andei e dancei muito nas discotecas da vida. Fiz a minha formação militar no final dos tempos de repressão e convivi diretamente com os diversos doces conflitos escolares, onde a diferença era respeitada como um crença.
Este Rio de Janeiro, não é o meu Rio 40 graus!
Eu quero o meu Rio de Janeiro de volta. O Rio 40 graus de alegria, felicidade e livre destes corruptos políticos que fizeram do recurso público a sua fortuna e deixaram os comandos criminosos se apoderar do território fluminense, gerando uma violência social que criaram vínculos inescrupulosos na política estadual.
Podemos fazer o Rio voltar ao Rio 40 graus nas próximas eleições. Vamos?
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