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Barra Mansa,17/10/2026

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    MK - Marcelo Kieling

    O povo protegido, facção na cadeia, democracia blindada

    O Brasil não pode dar ré: proteção social, trabalho e democracia estão em jogo


    O povo protegido, facção na cadeia, democracia blindada

    O povo protegido, facção na cadeia, democracia blindada

    O Brasil não pode dar ré: proteção social, trabalho e democracia estão em jogo

    Por Marcelo Kieling

    A corrida eleitoral obriga o país a fazer escolhas grandes: ou seguimos aceitando as desigualdades de sempre, ou construímos um Estado que garanta direitos, inclua as pessoas e dê estabilidade para o futuro. Nesse debate, a plataforma de Luiz Inácio Lula da Silva apresenta um projeto que vai muito além de administrar a máquina pública: protege os mais vulneráveis, moderniza as relações de trabalho, encara a segurança pública e defende, sem meia palavra, a democracia e a soberania nacional.

    Dinheiro no bolso de quem mais precisa move a economia

    A base da proposta é manter e melhorar os programas sociais e a rede de proteção de renda — como o Bolsa Família —, sempre junto com a política de aumentar o salário mínimo acima da inflação. A lógica é simples: quando o piso nacional sobe de verdade, aposentadorias e o BPC (o benefício pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda) também ganham força, e o poder de compra de milhões de brasileiros aumenta. Ou seja: o consumo das famílias e a dignidade de quem tem menos são tratados como motor da economia — o oposto dos cortes cegos que só fragilizam o país.

    Manter essas ações não é favor nem gasto jogado fora: é investimento com retorno comprovado. O Bolsa Família já tirou milhões de famílias da miséria e ajudou o Brasil a sair do mapa da fome da ONU — conquista que o país perdeu nos anos anteriores e recuperou em 2024. O dinheiro que chega às mãos das famílias mais pobres não fica parado: vira compra no mercado, pagamento na padaria, material escolar, movimentando o comércio de cada cidade. Além disso, escola cheia e criança bem alimentada hoje significam menos evasão e mais gente preparada para o trabalho amanhã. A história mostra o contrário também: sempre que esses programas foram cortados ou esvaziados, a fome e a desigualdade voltaram a crescer. Por isso, defendê-los é defender o Brasil que dá certo — e é justamente essa maioria que mais tem a perder com o retrocesso.

    Educação: preparar quem vai construir o futuro

    Na educação, a proposta olha para a frente: amplia as escolas de tempo integral, retoma investimentos e integra o ensino técnico ao ensino médio. A aposta é clara — não existe país que se desenvolva sozinho sem mão de obra qualificada, principalmente num mundo em plena transição tecnológica e de reindustrialização.

    Trabalho: menos escala 6x1, mais qualidade de vida

    É no mundo do trabalho que o projeto encara as urgências de hoje. O apoio ao fim da escala 6x1, rumo à jornada de 40 horas semanais sem redução de salário, coloca no centro do debate uma antiga reivindicação dos trabalhadores: tempo para a família, para a saúde e para viver. Na mesma direção, o olhar para os microempreendedores individuais (MEIs) e os autônomos reconhece como o mercado mudou — e busca dar segurança jurídica, proteção previdenciária e acesso a crédito a um exército de gente que hoje sustenta a economia na informalidade ou na chamada "pejotização", quando a pessoa é obrigada a virar "empresa" para trabalhar, perdendo direitos.

    Segurança: o Estado na ofensiva contra o crime organizado

    A prioridade dada à PEC da Segurança Pública — a proposta de emenda à Constituição que organiza a segurança pública em todo o país — marca uma mudança importante na postura do campo progressista, que historicamente evitava tratar do tema como política de Estado. A articulação em torno de mais coordenação federal, inteligência integrada e combate firme ao crime organizado transnacional mostra maturidade. Afinal, a violência e a invasão das facções nas estruturas do Estado ameaçam diretamente a vida das pessoas — principalmente nas periferias.

    Soberania e democracia: a base de tudo

    É aqui que todas essas frentes se encontram. Não existe política social duradoura, direito trabalhista garantido nem segurança pública eficiente num país com instituições frágeis ou de joelhos diante de interesses de fora. A soberania nacional — defender nossos recursos estratégicos, nosso território e o direito de o Brasil decidir seu próprio caminho econômico — é o escudo que protege o projeto de desenvolvimento. E a democracia é o método e o destino: é nela que as aspirações populares por justiça social encontram espaço para se realizar sem rupturas autoritárias.

    Um voto pelo futuro

    Em resumo, a plataforma de Lula propõe um pacto pelo futuro: unir o combate às desigualdades históricas com as respostas que o século XXI exige. Proteção social, leis trabalhistas modernas, firmeza contra o crime e defesa intransigente da democracia apontam para um Brasil que recusa o retrocesso e reafirma a política como caminho para a dignidade de todo o povo.

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