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Barra Mansa,15/05/2026

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    MK - Marcelo Kieling

    Foi um dia histórico para a CBF?

    O dia histórico é de ficção...


    Foi um dia histórico para a CBF?

    Foi um dia histórico para a CBF?

    Por Marcelo Kieling

    Hoje é um dia histórico para a CBF e para o futebol brasileiro. A renovação de Carlo Ancelotti representa mais um passo firme do nosso compromisso de oferecer à Seleção pentacampeã do mundo uma estrutura cada vez mais forte, moderna e competitiva."

    A declaração é do presidente da CBF, Samir Xaud. O problema? Carlo Ancelotti nunca treinou a Seleção Brasileira. E a "renovação" anunciada com pompa é, no máximo, um pré-acordo verbal para um técnico que tem contrato com o Real Madrid até meados de 2026. O dia histórico, até agora, é de ficção.

    Enquanto a cúpula da entidade vende futuro, o presente do atual time da Seleção pentacampeã grita por respostas que não vêm.

    A CBF divulgou nota oficial — possivelmente creditando a si mesma um planejamento ousado e de longo prazo — anunciando a renovação de vínculo com Carlo Ancelotti. O italiano, multicampeão europeu, seria o grande nome a assumir o comando técnico da Seleção.

    O que há é uma tentativa evidente de associar a imagem da gestão atual ao peso de um técnico vitorioso, enquanto os problemas reais da Seleção são empurrados para debaixo do tapete.

    Paralelamente, o atual técnico — que sequer merece ter o nome citado na mesma frase que Ancelotti — completa seu ciclo sem apresentar um único resultado relevante, um padrão tático identificável ou qualquer sinal de evolução coletiva. O que se viu foi um time à deriva, sem identidade, e um treinador cuja presença pública se resumiu a eventos sociais e campanhas publicitárias de cerveja — mais celebridade do que comandante.

    Ancelotti na Seleção é, em tese, uma boa notícia. É um técnico vencedor, que sabe montar equipes competitivas e tem currículo para calar críticos. Mas há um abismo entre anunciar a renovação e ter o técnico no cargo.

    A CBF transformou o nome de Ancelotti em muleta institucional. Enquanto o italiano não chega, o time se desmancha em campo. A comissão técnica atual patina. A torcida perde a paciência. E a entidade segue tratando o futebol como se fosse um jogo de marketing, não de bola.

    Contratar um nome de peso internacional não substitui a ausência de trabalho de base. Não resolve a falta de padrão tático. Não apaga os meses de deriva. E, principalmente, não devolve o tempo perdido.

    Se Ancelotti vier, herda um time sem identidade, com dois anos de atraso no planejamento, e com a pressão de ter que entregar títulos imediatos — porque a cartolagem já vendeu o peixe.

    Se não vier, a CBF terá queimado mais um capítulo de credibilidade. E o futebol brasileiro terá descoberto, mais uma vez, que se governa com resultados, não com anúncios.

    A CBF atravessa o período de maior instabilidade institucional de sua história recente. Em 2023/2024, a entidade foi alvo de intervenção judicial, com Ednaldo Rodrigues afastado e depois reconduzido à presidência. A sucessão de Xaud veio em meio a esse turbilhão.

    Nesse cenário, anunciar a "renovação" de um técnico que jamais vestiu o amarelo canarinho é uma jogada de comunicação, não de gestão esportiva. O timing é suspeito — um factóide para desviar a atenção da falta de resultados e da crise de credibilidade.

    Enquanto isso, a Seleção não joga, não vence e não projeta futuro. Os adversários sul-americanos evoluíram. As Eliminatórias deixaram de ser um passeio. E o Brasil corre o risco real de perder o posto de protagonista no cenário mundial — não por falta de talento, mas por falta de gestão.

    Um time sem modelo de jogo. Não há construção por trás, variação tática consistente ou padrão ofensivo claro. O time parece refém de lampejos individuais — o que funciona contra adversários frágeis, mas expõe limitações contra seleções organizadas. Com uma defesa vulnerável e transição exposta. Sem um sistema definido de recomposição, a Seleção sofreu gols em sequência contra adversários que, historicamente, não ofereciam perigo. Os números defensivos estão entre os piores dos últimos ciclos.. Meio-campo inexistente como setor de criação. A ausência de um articulador de referência obriga a bola a chegar ao ataque por esticadas ou jogadas individuais. Resultado: jogos truncados, pouca profundidade e dependência de laterais para criar. E ainda com uma gestão de elenco errática com convocação de atletas fora de forma física, testes tardios em posições carentes e ausência de renovação programada são marcas registradas do ciclo atual.

    O resultado deste time na Copa trará novos caminhos para o futebol brasileiro ou continuaremos nesta melancólica queda da absoluta qualidade esportiva que já encantou o mundo? 

    Ferramentas de IA foram utilizadas na elaboração deste conteúdo. Todo o conteúdo foi revisado por humanos.





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