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Barra Mansa,14/05/2026

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    Francisco Carrera

    GREENCOACHING

    Saiba como um jardim pode curar doenças e transformar vidas.


    GREENCOACHING

    GREENCOACHING

    Saiba como um jardim pode curar doenças e transformar vidas.

    Por Francisco Carrera

    Pensar em uma jardinagem curativa envolve questões que em tempos modernos ganham cada vez mais espaços.  Ambientes que eram percebidos como apenas componentes estéticos, passam a ser percebidos como importantes elementos vivos que tem por função a transformação de vidas e a ressignificação dos olhares do ambiente.

    Uma planta em um jardim ganha vida, não mais como um simples elemento vegetal. Ela é entendida como um ser vivo, componente de um sistema também vivo, pensante e inteligente. Suas propriedades, seu comportamento e suas funções passam a integrar os cenários e ambientes dos animais humanos e não humanos. A convivência com este componente vegetal é vista como geradora de relações que são capazes de despertar os efeitos e sensações dos hormônios da felicidade humana.

    Substancias como a dopamina, serotonina, oxitocina e endorfina — são neurotransmissores produzidos pelo corpo que regulam o humor, prazer e bem-estar. Eles podem ser estimulados naturalmente através de hábitos saudáveis, como exercícios físicos, exposição ao sol, alimentação equilibrada, momentos de prazer, rir e conexões sociais (abraços) e especialmente na prática da jardinagem.

    Além disso a prática da jardinagem também estimula a produção das famosas células Natural Killer (NK), ou células exterminadoras naturais, são linfócitos do sistema imunológico inato que atuam na primeira linha de defesa contra vírus, bactérias e tumores. Elas destroem células infectadas ou anormais de forma rápida, sem necessidade de sensibilização prévia, utilizando substâncias citotóxicas.

    Conviver com plantas nos faz rejuvenescer. Muitas células adoecidas conseguem se recuperar. Pensamentos negativos, sentimentos destrutivos e depressivos são repelidos pela vontade de viver e de aprimorar a cada dia as iniciativas humanas quando se está em um jardim. A prima facie parece algo especulativo ou até mesmo altamente filosófico. Mas a ciência e a academia, desde o início deste século ja vem desenvolvendo estudos comprobatorios destes resultados. O professor Bruce Lipton em seu livro best-seller, "A Biologia da Crença", argumenta que o ambiente e a mente moldam nossa saúde, desafiando o determinismo genético.

    A convivência com as plantas e árvores de um jardim, seja este público ou privado, é capaz de estimular a produção de importantes substâncias ou enzimas capazes de eliminarem por completo quadros depressivos, suicidas e outros semelhantes.

    O professor Stefano Mancuso, da universidade de Florença na Itália já por diversas vezes em seus estudos de neurobiologia, nos comprovou que plantas não são   coisas servíveis, tão somente. Na verdade são seres vivos, pensantes e inteligentes, detentores de um sistema nervoso que não se assemelha aos dos mamíferos terrestres.

    Na verdade o professor e muitos outros neurobiólogos ( Hadany et alii) comprovaram que as plantas possuem muito mais do que os nossos 05 sentidos. Por não serem semoventes, necessitam desenvolver alternativas para abastecerem seus sistemas energéticos de suprimento alimentar. Conhecem a direção do vento, pressão do ar, enxergam a luz e a acompanham, sentem e transmitem vibrações, percebem aromas, conhecem as fases e movimentos lunares, escravizam até mesmo outros seres vegetais e animais para conseguirem energia, sobreviver ou contribuir para a a perpetuação de sua espécie.

    Estes fatos foram plenamente comprovados pela Academia e hoje já compõem um rol muito vasto de artigos científicos, dissertações e muitos livros.

    Diante de todo este processo hoje já não se pode mais considerar tais fatos, devaneio ou até mesmo filosofia  alternativa. É indiscutível e indubitável que ações como frequentar um jardim, uma área verde ou florestada, uma praça ajardinada, abraçar uma árvore e tomar um banho de floresta, são condutas que despertam células inteligentes, também conhecidas como células e componentes de nossos sistemas imunológicos e defensivos. Elementos como o cheiro da mata, de chuva recente, são aromas que nos despertam felicidade. Nos fazem perceber o óbvio e nos transportam para um universo que ainda não se plastificou.  Os japoneses já previam o banho de floresta como alternativa terapeutica.

    No Japão o banho de Floresta, atividade conhecida  como Shinrin-yoku. Na verdade uma prática terapêutica desenvolvida na década de 1980 que consiste em imergir-se na natureza de forma sensorial — caminhando devagar, ouvindo e respirando o ar puro — para reduzir o estresse, baixar a pressão arterial e fortalecer o sistema imunológico, funcionando como medicina preventiva.

    Neste caminho, práticas como a silvoterapia ( arte de abraçar árvores) também compoem a  jardinagem curativa(healing garden). E é exatamente neste sentido que o Greencoaching se estabelece. Na verdade ele se concebe como uma prática de sensopercepção capaz de fazer com que as plantas e árvores de um jardim possam trocar não experiências,  mas sistemas vibratórios, quânticos, químicos e energéticos com os animais humanos e não humanos. O convívio com um jardim nos conecta a um sistema que vibra em razão da presença de movimento, de elétron, íons, Protons, neutrons e demais partículas que garantem o fluxo da eletricidade. É esta troca ou comunhão entre campos eletromagnéticos ou auricos que faz-nos conferir a transmutação de pensamentos depressivos e de estágios pré suicidas para pensamentos criativos,  operativos com condições de aprimoramento da autoestima e da vontade de viver e servir.

    Na efetiva prática, quando tocamos na terra, no exercício da jardinagem, ou ainda semeamos ou plantamos, estes gestos despertam em nós, seres humanos, alguns resgates, sejam de momentos passados ou ainda de liquidação de problemas antigos. Na verdade a frequência no jardim nos retira do nosso dia a dia. Dos escritórios, do cinza das Cidades e nos faz aprimorar sentidos que estavam engessados ou pelo vício ou pela vinculação direta ao mundo dos pixels. Ninguém mais acorda sem olhar para a tela de um aparelho celular, uma Tela de TV, ou até mesmo de um computador, como estou digitando agora. O universo do "pixel cosmo" conseguiu nos viciar neste sistema.  Likes, curtidas, compartilhamentos etc...

    Já são gestos, para nós sapiens, comuns. Isto até existirem satélites orbitando a Terra e sendo abastecidos por energia solar.

    Contudo, quando você se conecta com a terra, em um jardim, você se desplastifica. Volta ao cerne de início. Pega na pá, cava a terra, respira esporos de fungos, toca nas bactérias, isto tudo sem luva. Voltamos a ser crianças. Repensamos nossa vida e, enfim, olhamos para os nossos umbigos. Local que nos remete à nossa Mãe. E também à Mãe Terra.

    Uma velha parábola oriental diz que a macieira ou o caquizeiro, quanto mais frutos possuem mais se curvam. E é este processo, de auto reconhecimento, de reconexão interior, que o Greencoaching objetiva. Na verdade é uma proposta de plena sensopercepçao de que não estamos sós neste Planeta. Podemos aprender com seres vegetais que estão vivos, que pensam, se interconectam e nos ensinam a cada dia um legado. Há milhares de anos estão neste planeta produzindo oxigênio, para que nós, mamíferos, pseudo inteligentes, possamos sobreviver.

    Após tanta informação, se você ainda pretende sair de uma redoma onde os limites do crescimento são conduzidos por seres que se matam, torturam a própria espécie, idolatram papéis e ainda se autointitulam senhores do que podem dispor, a prática da jardinagem com greencoaching é o caminho. Desperte sua mente para um universo que já está neste planeta há um tempo que antecede a nossa existência.

    No jardim, com as plantas, é lugar de aprender, de sentir,  de se amar, e acima de tudo de finalmente se encontrar. Isto é Greencoaching.

    Francisco Carrera é advogado, paisagista, escritor, professor de Direito, coordenador de cursos de Pós Graduação em Direito Ambiental e Urbanístico, pós-graduado em Auditoria e Perícias Ambientais, Mestre em Direito da Cidade pela UERJ, Coordenador da Escola Carioca de Jardinagem.  É Coordenador de Estudos de meio ambiente da ADESG NACIONAL. Autor e coautor de diversas obras de  meio ambiente e direito ambiental e urbanístico.



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