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Barra Mansa,25/06/2026

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    Review do Xiaomi 17T: câmera que enxerga mais longe

    tecnoblog.net
    Review do Xiaomi 17T: câmera que enxerga mais longe






    O Xiaomi 17T renovou a linha T da Xiaomi em 2026, e chega ao Brasil para suceder o Xiaomi 15T na categoria de celulares intermediário-premium. As câmeras são o principal destaque do produto, incluindo uma lente teleobjetiva de 5x para registrar fotos à distância.





    E isso não é tudo: o smartphone também tem desempenho avançado e bateria com capacidade para aguentar mais de um dia fora das tomadas.





    Mas será que as mudanças justificam o preço de lançamento de R$ 8.699,99? Eu usei o Xiaomi 17T por 10 dias e conto todos os detalhes da experiência a seguir.


















    Prós

    • Bordas em alumínio

    • Desempenho avançado

    • Tela AMOLED de 6,59″ com 120 Hz

    • Ótimo kit de câmeras

    • Bateria de 6.500 mAh





    Contras

    • Desequilíbrio no sistema de som

    • Não suporta carregamento sem fio

    • Carregamento rápido limitado a 67 W




















    Assista ao Review do Xiaomi 17T no YouTube











    Aviso de Ética





    Tecnoblog é um veículo jornalístico independente que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005. Nossas análises não têm intenção publicitária, por isso ressaltam os pontos positivos e negativos de cada produto. Nenhuma empresa pagou, revisou ou teve acesso antecipado a este conteúdo.
    O Xiaomi 17T foi cedido por empréstimo pela Xiaomi e será devolvido após os testes. Para mais informações, acesse a nossa Política Editorial.





    O que vem na caixa do Xiaomi 17T?





    Quem comprar um Xiaomi 17T vai receber o celular, um cabo USB-C para USB-A, um carregador de 67 W com tecnologia de carregamento rápido HyperCharge, manuais (um guia rápido e outro documento de garantia do aparelho) e uma chave para slot SIM.





    A caixa também inclui uma capinha cinza para você proteger o smartphone logo após o unboxing. O acessório costuma acompanhar celulares da Xiaomi, mas trata-se de um diferencial visto que nem todas as fabricantes oferecem a capa no kit.









    Design reforçado e mais compacto





    A Xiaomi decidiu manter grande parte do design visto no Xiaomi 15T. Ainda assim, podemos observar pequenas mudanças que elevaram o visual do Xiaomi 17T a um aspecto mais premium.





    O celular está ligeiramente menor que seu antecessor (5,6 mm a menos de altura e 2,8 mm mais estreito), mas ficou 0,67 mm mais grosso e seis gramas mais pesado. Com isso, chegamos às seguintes dimensões:






    • 157,6 mm (altura) x 75,2 mm (largura) x 8,17 mm (espessura)




    • 200 gramas





    Trata-se de um bom tamanho, nem muito grande e nem tão compacto assim. O peso também está dentro dos padrões da indústria e não tive problemas ao segurar o smartphone ou ao carregá-lo no bolso.









    As molduras agora têm composição em alumínio e reforçam a construção geral do aparelho, com design reto nas laterais e cantos arredondados, sob um tom fosco. O aspecto fosco também é visto na traseira lisa composta por fibra de vidro.









    A traseira do celular também inclui um frame de alumínio que abriga o kit da câmera principal, e o sensor de flash está localizado ao lado desse módulo. Já a câmera de selfie é perfurada na tela em formato circular, sem entalhes.









    Importante destacar que o Xiaomi 17T tem proteção IP68 contra água e poeira, e suporta submersão em água doce com profundidade máxima de 1,5 metro por até 30 minutos. No teste prático, o smartphone continuou funcionando normalmente após ficar debaixo d’água.





    E sobre as cores, vale um adendo: a versão global do celular foi lançada nas cores preto (modelo que recebi), azul, violeta e branco opala. Mas até o momento, a loja da Xiaomi no Brasil só está disponibilizando as versões em preto ou azul.





    Tela com cores vivas e proteções aos olhos





    O display do Xiaomi 17T também foi reduzido, acompanhando a diminuição de tamanho do corpo do aparelho. O celular tem tela AMOLED de 6,59″ — 0,24 polegada a menos que o Xiaomi 15T. A mudança, no entanto, não impactou no uso diário.









    O pico de brilho de 3.500 nits oferece boa visibilidade em ambientes escuros ou sob luz solar direta. Inclusive, achei que o ajuste automático funcionou bem ao adaptar os níveis de brilho de acordo com a iluminação.





    A tela do smartphone entrega cores vivas e o suporte às tecnologias HDR10+ e Dolby Vision funcionam bem ao otimizar contraste e cores. A taxa de atualização de até 120 Hz também trouxe mais fluidez aos conteúdos, especialmente em streaming e jogatinas.









    O leitor de impressão digital fica na parte inferior da tela, e chega com tecnologia Wet Touch para melhorar a resposta ao toque mesmo com água, óleo ou espuma sobre o display. Tive dificuldade em fazer a leitura em raros momentos, mas uma limpeza rápida na camiseta solucionou o problema.





    Também preciso destacar as proteções encontradas na tela do Xiaomi 17T. O display chega com Corning Gorilla Glass 7i para mais resistência contra quedas e arranhões. E para ainda mais segurança, a Xiaomi envia o celular com uma película pré-aplicada.









    A tela também incorpora o Xiaomi Vision Care, que é uma estrutura de reforço à proteção ocular, desenvolvida com base em metodologias de pesquisa e especialistas médicos. São quatro certificações ao todo:






    • Certificação TÜV Rheinland Low Blue Light




    • Certificação TÜV Rheinland Flicker Free




    • Certificação TÜV Rheinland Circadian Friendly




    • Certificação TÜV Rheinland Intelligent Eye Care





    Talvez seja difícil perceber toda essa proteção no dia a dia. Mas qualquer diferencial em benefício da saúde vale a pena, ainda mais se você é um usuário assíduo de smartphone.





    Sistema de áudio deixa a desejar





    O Xiaomi 17T conta com dois alto-falantes estéreo para a reprodução de áudios: um localizado na borda inferior e outro na abertura auricular usada para atender a chamadas ao pé do ouvido.





    No entanto, senti que a falta de um alto-falante na borda superior do aparelho trouxe um desequilíbrio no som, que apresentou uma experiência “seca” e abafado.





    Para analisar mais a fundo, coloquei o Xiaomi 17T ao lado do meu Poco F3 lado a lado, com ambos reproduzindo a mesma música. Curiosamente, meu fiel companheiro lançado em 2021 e com alto-falantes na borda superior conseguiu reproduzir um som bem mais encorpado.









    Outro ponto negativo a ser citado foi um ruído de fundo na reprodução de músicas em níveis de volume próximos a 70%. O chiado ficou ainda mais intenso no modo de Som imersivo (que também aumenta o nível de potência sonoro). Por isso, eu recomendo dosar ou mesmo desativar a função em volumes mais altos.





    Os médios e agudos são razoáveis (ligeiramente estridentes em algumas reproduções), e os graves são mais discretos. Ainda assim, vale citar que o Xiaomi 17T chega com suporte ao Dolby Atmos e tecnologia Hi-Res Audio para áudios mais imersivos e fiéis.





    Câmeras para fotos de perto ou de longe





    Se o áudio do Xiaomi 17T deixa a desejar, as câmeras dão um show à parte. Não há grandes mudanças em termos de quantidade, mas o que foi otimizado conseguiu elevar o patamar da linha T.





    As especificações são:






    • Lente grande-angular: 50 MP, f/1.7, 23mm, 1/1.55″, 1.0µm, PDAF, OIS




    • Lente ultrawide: 12 MP, f/2.2, 15mm, 1/3.06″, 1.12µm




    • Lente teleobjetiva: 50 MP, f/3.0, 115mm, 1/2.76″, 0.64µm, PDAF, OIS, zoom óptico de 5x e AI Ultra Zoom de até 120x




    • Câmera de selfie: 32 MP, f/2.2, 21mm, 1/3.42″, 0.64µm





    No kit triplo de lentes traseiras, a Xiaomi optou por manter as especificações da lente grande-angular e ultra-angular vistas no modelo antecessor. Mas a grande mudança está na teleobjetiva, que agora tem zoom óptico de 5x e consegue capturar objetos mais distantes.





    O sensor da câmera de selfie também está ligeiramente maior, permitindo mais captação de luz para imagens mais limpas (principalmente em ambientes com pouca iluminação) e com menos ruídos.









    Nos testes, o Xiaomi 17T conseguiu fazer ótimas fotos com a grande-angular e a ultrawide. As cores são equilibradas e vivas, com boa nitidez e detalhes de texturas. O pós-processamento de imagem também se mostrou eficaz, sem estourar os realces nas fotos.





    O efeito bokeh do modo retrato também é agradável, com boa dosagem nos desfoques. Além disso, a estabilização óptica de imagem (OIS) da grande-angular e teleobjetiva dá mais firmeza na hora das capturas e evita tremedeiras.













    É claro que a lente teleobjetiva merece um destaque à parte. Com o zoom óptico nativo de 5x, consegui registrar paisagens e objetos bem distantes com nitidez impressionante e detalhes expressivos. Quem vê somente a foto final talvez não consiga dizer que estava a 100 metros (ou mais) de distância da cena.





    O zoom óptico de qualidade 10x — reforçando que não é um zoom óptico nativo de 10x — também merece uma menção honrosa. Ele deixa as cores mais saturadas que o normal, mas consegue preservar texturas e outros detalhes.





    Em contrapartida, o zoom digital de até 120x (assistido por inteligência artificial) ficou bem abaixo do esperado. Nem mesmo a estabilização óptica de imagem conseguiu deixar as capturas mais estáveis, e as fotos ficaram bastante pixeladas.

















    Os registros noturnos também se saíram bem, mas as capturas com a teleobjetiva apresentaram leves ruídos. Um ponto positivo é que a câmera de selfie consegue detectar a luz ambiente e ativa automaticamente um preenchimento de luz ao abrir a câmera de noite.









    Nas filmagens, as gravações se mantiveram estáveis, com boa fluidez e cores vivas. Mas infelizmente não há suporte para filmagens em 8K: a câmera traseira é limitada a gravações em 4K a 60 fps, enquanto a frontal pode gravar em até 4K a 30 fps.









    Uma novidade bem-vinda foi o recurso Leica Live Moments, que transforma as fotos em pequenos vídeos para que você escolha o frame ideal. A função é bastante similar ao Live Photos do iPhone, e é indicada principalmente para capturas em movimento.





    E não menos importante, é preciso reforçar que o Xiaomi 17T consegue fazer fotos no modo macro, a partir da teleobjetiva. Algumas fotos saíram boas, mas em outras, foi difícil focar o objeto em destaque e o efeito bokeh acabou invadindo a área de foco.









    Bom desempenho em jogos e multitarefas





    O desempenho do Xiaomi 17T também é sólido. Para isso, o celular combina o processador MediaTek Dimensity 8500-Ultra (4 nm) com a GPU Mali-G720 MC8 e 12 GB de memória RAM LPDDR5X. A versão testada também era equipada com 512 GB de armazenamento no padrão UFS 4.1.









    O System-on-a-Chip (SoC) é o mesmo visto no Poco X8 Pro — que já foi analisado pelo Tecnoblog. Ele consegue lidar tranquilamente com tarefas mais leves (como navegação nas redes sociais) ou mais pesadas, a exemplo de edições e jogos.





    Aliás, não notei travamentos durante o uso mesmo com diversas aplicações abertas simultaneamente. O processador também suportou jogos como Genshin Impact e Call of Duty: Mobile com gráficos no máximo e taxa de atualização em 120 Hz, sem maiores problemas.









    Para ilustrar o desempenho observado em números, fizemos testes de CPU e GPU com o Geekbench 6. E os resultados foram:






    • 1.725 pontos no single-core




    • 6.722 pontos em multi-core




    • 14.863 pontos no teste Vulkan





    Os números equiparam o Xiaomi 17T a níveis próximos do Galaxy S23 (1.870 pontos de single-core) e Galaxy S24 Ultra (15.085 pontos no teste Vulkan) em CPU e GPU, respectivamente.









    Outro ponto positivo foi a estabilidade da temperatura em tarefas intensivas. E isso pode ser fruto do sistema de resfriamento Xiaomi 3D IceLoop que, aliado ao gel de alta condutividade térmica, promete resfriamento eficaz sem comprometer a performance.





    Sistemas e recursos: por que tantos apps, Xiaomi?





    O smartphone roda sob o sistema operacional HyperOS 3, baseado no Android 16. Ele é simples e bem intuitivo. Logo, você não vai levar muito tempo para se adaptar caso esteja acostumado com o Android puro ou interfaces de outras marcas, como a One UI, por exemplo.





    Ainda nesse tema, a Xiaomi prometeu atualizações para quatro gerações do Android e seis anos de update para segurança.









    Assim como os concorrentes de mercado, o Xiaomi 17T chega com diversos recursos de inteligência artificial, agrupados no ecossistema Xiaomi HyperAI.





    Os resultados de tradução e edição de imagens foram eficazes, mostrando que a Xiaomi também está de olho em avanços dos recursos de IA. Fora isso, você também pode traduzir e otimizar textos e até mesmo melhorar esboços de desenho em poucos toques na tela.





    O celular ainda traz suporte para o Hyper Island (similar ao Dynamic Island do iPhone), um widget interativo que expande ao redor da câmera de selfie. A função facilita a visualização de notificações e comandos rápidos (como trocar de música), sendo uma função útil no dia a dia.









    Mas como padrão dos smartphones da marca, a quantidade de aplicativos pré-instalados pode incomodar a experiência no Xiaomi 17T. É claro que gerenciar os apps desejados vai solucionar isso, mas a marca talvez deveria considerar um sistema mais limpo desde o começo.





    Bateria que pode durar mais de um dia





    Felizmente, a Xiaomi otimizou a bateria do mais novo membro da linha T: se o Xiaomi 15T trazia uma bateria de 5.500 mAh, o Xiaomi 17T é alimentado por uma bateria Si-C de 6.500 mAh. Em números frios, essa melhoria é traduzida em 1.000 mAh a mais de capacidade.





    Na prática, essa otimização permitiu que a bateria durasse quase 48 horas — 46 horas, 26 minutos e seis segundos para ser mais exato.





    Eu retirei o aparelho da tomada por volta das 23 horas de um sábado. No domingo e na segunda-feira, saí para fazer os testes com câmera, joguei, vi uns jogos da Copa, entrei nas redes sociais e só fui recarregar o celular de novo às 17h da segunda, quando a bateria estava em 1%.





    Claro que não foi um uso intenso ininterrupto. Mas deu pra ver que a bateria do Xiaomi 17T pode aguentar tranquilamente a rotina do dia a dia longe das tomadas.









    Ainda falando sobre bateria, vale mencionar que o celular suporta carregamento rápido de até 67 W (com tecnologia Hyper Charge) e levou 55 minutos para uma recarga de 1% a 100%.





    Não que seja uma limitação baixa de potência, mas outros celulares da marca suportam recargas de 90 W (como o Poco X7 Pro) e 100 W (a exemplo do Xiaomi 17). E eu esperava algo próximo a esses níveis de carregamento.





    Outra má notícia é que o celular não suporta carregamento sem fio, recurso que chegou apenas à versão Pro. Em compensação, ele é compatível com carregamento reverso (cabeado) de até 22,5 W, e consegue recarregar outros dispositivos.





    Conectividade com outros celulares ou PCs





    O Xiaomi 17T é compatível com a tecnologia NFC, chips nano SIM ou eSIM, Bluetooth 6.0 e ainda traz sensor infravermelho. Ele também suporta 5G, Wi-Fi 6E, e vem com Wi-Fi Direct e tecnologia 2×2 MIMO para melhorar o envio e recebimento de dados.





    O diferencial fica na conta do Xiaomi HyperConnect, que usa Wi-Fi e Bluetooth para conectar o Xiaomi 17T a dispositivos próximos. Com isso, você pode usar o celular para transmitir tela em outros aparelhos (incluindo iPhone e Mac), redirecionar chamadas e transferir arquivos.









    Uma função útil especialmente para quem usa vários aparelhos eletrônicos ao mesmo tempo e precisa de uma conexão facilitada entre eles.





    Vale a pena comprar o Xiaomi 17T?





    O Xiaomi 17T é um ótimo smartphone, com bom poder de processamento, câmeras avançadas, e bateria com capacidade para durar horas longe da tomada. Vale a pena comprar o celular, mas talvez não pelo preço de lançamento de R$ 8.699,99, que é considerado “salgado”.





    Vale lembrar que o Xiaomi 15T chegou ao mercado brasileiro custando R$ 7.499,99, ou seja, R$ 1,2 mil a menos que o seu sucessor. Hoje, o 15T já pode ser encontrado entre R$ 4 mil e R$ 5 mil, uma faixa de preço em que o 17T se enquadra melhor.





    Portanto, o cenário ideal seria aguardar até que os preços baixem um pouco mais. Se isso acontecer, o Xiaomi 17T certamente deve ser considerado, ainda mais se você preza por fotos de alta qualidade.









    Se aguardar uma possível queda de preços não for uma opção, vale considerar o Poco X8 Pro. O smartphone tem câmeras inferiores, mas usa o mesmo processador Dimensity Ultra-8500 do 17T. E está custando bem menos, saindo por pouco mais de R$ 2 mil.





    Outra alternativa é apostar no Galaxy S26 Ultra, o topo de linha da Samsung. Ele tem mais poder de processamento, conta com câmeras de altíssima qualidade, e custa cerca de R$ 8.800 (valor próximo ao preço de lançamento do Xiaomi 17T).





    Por falar em preços, não deixe de acompanhar os Achados do TB diariamente para encontrar celulares ou outros dispositivos com as melhores ofertas. Quem sabe o Xiaomi 17T não aparece por lá?





    Mas me diga você: o que achou do Xiaomi 17T? Gostou dos recursos ou sentiu falta de alguma função? Deixe sua opinião na Comunidade do Tecnoblog!



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