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Barra Mansa,26/05/2026

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    Avião brasileiro vai transportar alimentos entre cidades bolivianas

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    Avião brasileiro vai transportar alimentos entre cidades bolivianas


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    O Brasil vai transportar internamente alimentos entre as cidades bolivianas de Santa Cruz de La Sierra, região mais baixa do país, até a capital La Paz. A ajuda humanitária ocorre em meio aos protestos pela renúncia do presidente Rodrigo Paz. 

    A operação, ainda sem data prevista, é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério do Desenvolvimento Agrário, em parceria com o Ministério da Defesa, que solicitará a aeronave à Força Aérea Brasileira (FAB).



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    O avião deve partir de Brasília até La Paz com alimentos, para minimizar os efeitos dos bloqueios de estradas que já duram mais de três semanas, o que causa desabastecimento na capital boliviana.

    Após descarregar os mantimentos, a aeronave transportará, de uma cidade a outra, itens fornecidos pelas próprias autoridades ou outras organizações do país andino.



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    Brasília (DF), 16/03/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebe o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Rodrigo Paz, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


    Lula e o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, no Palácio do Planalto Marcelo Camargo/Agência Brasil



    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nessa segunda-feira (25) com o líder andino, que solicitou a ajuda humanitária.



    Em nota à imprensa, a Presidência da República informou que Lula reiterou, durante a ligação com Rodrigo Paz, “sua solidariedade ao governo e ao povo bolivianos”, ao destacar a importância do "respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito". 



    “Nesse contexto, defendeu que governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e para a preservação da paz social”, destacou o comunicado.



    Entenda



    O país andino enfrenta uma série de protestos e bloqueio de estradas que se transformou, ao longo das últimas semanas, em uma revolta popular com participação de camponeses, indígenas, mineiros, professores e outros setores sociais.



    Decisões do novo presidente boliviano, que assumiu o poder há apenas seis meses após quase 20 anos de hegemonia da esquerda, vinha provocando manifestações no país desde o início do mandato, em dezembro de 2025, com um decreto que retirava o subsídio à gasolina.



    Os protestos aumentaram depois de camponeses e indígenas acusarem o governo de promulgar leis fundiárias com o objetivo de prejudicar pequenos agricultores em favor de grandes empresários do agronegócio. 



    O governo alega que a lei buscava fortalecer a agricultura do país que passa por grave crise econômica. Devido à pressão popular, a lei foi revogada. Mesmo assim, os protestos cresceram.



    Impasse



    A repressão aos atos já deixou mortos, feridos e levou diversos dirigentes à prisão. 



    O governo de Rodrigo Paz acusa os protestos de terem ligação com narcotraficantes, versão que vem sendo respaldada pelos Estados Unidos (EUA).



    Por outro lado, os manifestantes pedem a renúncia do líder que, segundo organizações campesinas e mineiras, perdeu as condições de governar.



    O ex-presidente Evo Morales, apontado pelo governo boliviano como um dos instigadores dos protestos, tem sugerido que sejam convocadas novas eleições ou que o governo se comprometa a não privatizar mais nada, abrindo mão das medidas “neoliberais” que tem tomado.




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