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Barra Mansa,14/05/2026

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    Beatriz Elias Ribeiro

    Depressão Pós-parto:

    Compreendendo as Transformações Físicas e Emocionais


    Depressão Pós-parto:

    Depressão Pós-parto:

    Compreendendo as Transformações Físicas e Emocionais

    Por Beatriz Ribeiro

    Por mais feliz que seja a chegada de um bebê e por mais desejado que esse momento seja, o parto — seja ele normal ou cesariana — acarreta mudanças profundas no corpo da mulher. Toda a transformação da gravidez e do nascimento pode desencadear um processo depressivo na mãe.

    Os motivos são variados, envolvendo consequências físicas, hormonais e emocionais. Vejamos alguns dos principais fatores:

    1. A Sobrecarga do Organismo Materno

    O processo gestacional, por si só, exige muito do corpo. A mulher cede cálcio de seus próprios ossos para a formação do esqueleto do feto, enquanto seu coração trabalha em carga máxima para bombear sangue para o bebê. Além disso, é do próprio sangue da mãe que será produzido o leite.

    Nesse período, cuidados rigorosos com a alimentação e suplementação são indispensáveis. Todo o corpo se transforma: ossos, músculos, circulação sanguínea e absorção de nutrientes, além da imensa carga hormonal. Durante a gestação, ocorre um aumento expressivo de estrogênio, progesterona e hCG, o que justifica os enjoos, o cansaço, a sensibilidade nos seios e as variações de humor.

    2. O Choque Hormonal do Pós-parto

    Com o parto, ocorre uma nova mudança brusca, mas em sentido contrário: os níveis de estrogênio e progesterona sofrem uma queda acentuada. Essas variações intensas e rápidas afetam diretamente o equilíbrio físico e mental da mulher.

    Cerca de 80% das puérperas sentem algum tipo de alteração, sendo comuns sensações de tristeza, fraqueza e choro fácil (fenômeno conhecido como baby blues).

    3. Privação de Sono e Riscos Clínicos

    Somada a tais mudanças, o pós-parto é seguido por um período crítico de privação de sono. A amamentação em intervalos curtos (geralmente a cada três horas) inviabiliza o descanso diário necessário para a recuperação plena.

    Nesse contexto, estima-se que 25% das mulheres desenvolvam, de fato, a depressão pós-parto. Os sintomas incluem:

    · Irritabilidade acentuada;

    · Tristeza profunda;

    · Sentimentos de rejeição ao bebê.

    Em casos críticos, a condição pode colocar em risco a integridade tanto da mãe quanto do recém-nascido.

    Apoio e Tratamento

    Nestes cenários, o atendimento à mãe deve ser cuidadoso e multidisciplinar, incluindo:

    · Psicoterapia de apoio: para o acolhimento das emoções.

    · Tratamento medicamentoso: uso prescrito de antidepressivos que não afetem a amamentação ou o bebê.

    · Rede de Apoio: A participação da família é indispensável. Embora todas as atenções costumem se voltar ao bebê, a mãe requer suporte, presença ativa e compreensão.

                                                                                                                            Dra Beatriz Elias Ribeiro

    https://www.beatrizeliasribeiro.com.br

     



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