JJ
AOS INCAUTOS EMOCIONADOS:
Esqueçam as Pesquisas
AOS INCAUTOS EMOCIONADOS:
Por JJ
Esqueçam as Pesquisas
É preciso ter a cabeça fria e o coração quente! Ninguém disse que seria fácil. Nunca foi. O povo brasileiro sempre precisou se virar nos trinta, encontrar forças sabe-se lá de onde e seguir em frente, mesmo quando tudo parecia conspirar contra os seus sonhos. Não será agora, diante de números e prognósticos, que entregaremos os pontos. Não confundam cansaço com derrota, dificuldade com impossibilidade, nem pesquisa com sentença definitiva! A história não é escrita por quem desiste diante dos obstáculos, mas por quem encontra coragem para continuar quando o caminho se torna mais íngreme.
Somos herdeiros de um povo preto, pobre, periférico, trabalhador, corajoso e de luta. Carregamos no sangue, na memória e na consciência a resistência de Zumbi dos Palmares, a insubmissão de Joaquim José da Silva Xavier, a bravura de Anita Garibaldi, a coragem das mulheres de Tejucigalpa, a resistência de Prestes, a força de João Amazonas, a fibra de Brizola e Arraes, a determinação de Apolônio de Carvalho, a ousadia de Marighella e Lamarca e a dignidade insurgente de João Cândido, Darcy Ribeiro, da coragem de Mário Covas.
Somos filhos e filhas de uma história que nunca foi de privilégios, mas de enfrentamentos; nunca de caminhos asfaltados, mas de estradas abertas na marra, com suor, coragem e sacrifício. Não viemos até aqui para nos curvar diante do pessimismo. Somos feitos de luta, alimentados pela esperança e movidos pela convicção de que nenhum futuro está definitivamente escrito.
Dois pontos percentuais de diferença não são uma sentença, não são um destino e muito menos um motivo para jogar a toalha. São uma distância que exige trabalho, dedicação, coragem, inteligência e mobilização. Se não conseguimos olhar para as pesquisas com a frieza necessária para compreender que números representam um retrato de determinado momento, então façamos o mais sensato: esqueçamos as pesquisas! Deemos de ombros para o pessimismo e voltemos nossas energias para aquilo que realmente importa: conversar, ouvir, convencer, organizar e mobilizar. Não há espaço para arrogância, mas também não há lugar para desespero. Pesquisa não vota. Gráfico não decide eleição. A pesquisa que importa é a da urna!
O jogo só acaba quando termina. Até lá, cada conversa importa, cada voto conquistado conta, cada pessoa mobilizada pode fazer diferença. Se cansou, descanse, mas não abandone a caminhada. Se desanimou, anime-se; se não puder fazer sozinho, peça ajuda; se o peso ficar grande demais, divida-o com os companheiros. Ninguém precisa ser invencível todos os dias, mas precisamos ter a coragem de não transformar uma dificuldade passageira em desistência definitiva. Em vez de alimentar a ansiedade, vamos transformá-la em ação. Em vez de lamentar os números, vamos trabalhar. Dois pontos percentuais não é nada diante da nossa disposição de lutar!
A nossa força está na união, na perseverança e na capacidade de seguir em frente, mesmo quando o cenário exige ainda mais de nós.
Vamos virar com trabalho, dedicação, coragem e luta! Sem ilusões, sem precipitação e sem desespero. Com os pés no chão, a cabeça erguida, o coração quente e a esperança acesa. A luta é nossa, a responsabilidade é coletiva e a vitória é possível. Que ninguém se esconda, que ninguém se entregue, que ninguém desista antes do apito final. Ainda há muito a fazer, muita gente a alcançar e muita história a escrever. Esqueçam as pesquisas! A hora é de arregaçar as mangas, renovar as energias e seguir adiante. A luta é nossa! A esperança é nossa! E a nossa disposição de lutar não cabe em nenhum gráfico!**
Simbora! Vamos que vamos!
JJ é Sociólogo, Jornalista, Escritor, Poeta, Internacionalista e Capoeira




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