João Carlos Silva
O agro não pode viver numa bolha:
a hora da segurança jurídica
O agro não pode viver numa bolha: a hora da segurança jurídica
Juristas de peso no agronegócio apontam o caminho: governança, previsibilidade e uma nova ferramenta a caminho
Por João Carlos Silva
O agro brasileiro é sofisticado, tecnológico e estratégico para o país. Mas, no campo jurídico, ainda opera exposto a riscos que poucos fora do setor enxergam. Foi esse o fio condutor de um debate que travamos na semana passada com um grupo de juristas influentes do agronegócio nacional.
Quem está na mesa
Elias Kesrouani, Sérgio Paulo Grotti, Régis Santiago de Carvalho, Fábio Pampado e Marco Aurélio Marques Lopes são nomes respeitados no segmento, com atuação de prestígio nos grandes embates jurídicos do setor. E todos convergem em um ponto: o agro não pode viver numa bolha de insegurança jurídica.
Em palestras no Brasil e em Portugal, eles citam situações em que o segmento sofre as intempéries — do clima e da Justiça.
Governança como inteligência de campo
Para o grupo, a governança corporativa é uma inteligência que o campo ainda precisa incorporar de vez. Sérgio Paulo Grotti, membro da Academia Latino-Americana do Agronegócio e jurista de tradição no agrobusiness, resume o diagnóstico: o campo está sofisticado e voltado à alta tecnologia — e, por isso, merece uma atenção jurídica à altura.
A voz de Kesrouani: segurança ativa, não reativa
Em evento voltado ao agro, realizado em São Paulo, Elias Kesrouani abordou a insegurança que toma parte das atividades do empresariado brasileiro no setor. Sua defesa: mais musculatura jurídica, para que os negócios tenham segurança ativa e constante — não remendos depois do prejuízo.
Ele vai além: as dívidas do campo exigem análise profunda, para que agricultores e pecuaristas saibam exatamente para onde vão seus investimentos e seus pagamentos.
O que vem por aí
Esse é o agrobusiness nacional, com peculiaridades que poucos conhecem. E o grupo de juristas está prestes a lançar uma ferramenta avançada direcionada aos interesses do campo — um momento para o segmento acompanhar os avanços regionais em todo o país.
O agrobusiness agradece.
João Carlos Silva é articulista e consultor




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