Beatriz Elias Ribeiro
A endometriose!
O tratamento tem como principal objetivo controlar os sintomas.
A endometriose!
Por Beatriz Ribeiro
Pacientes que apresentam sintomas como dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais (dispareunia), dor ou desconforto ao urinar, alterações intestinais relacionadas ao período menstrual e cólicas menstruais intensas devem ser investigadas para a presença de endometriose, uma doença ginecológica inflamatória crônica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva.
A endometriose ocorre quando células semelhantes às do endométrio, tecido que reveste internamente o útero, passam a se desenvolver fora da cavidade uterina. Esses focos podem acometer diferentes órgãos da pelve, especialmente os ovários, as trompas, os ligamentos uterinos, a bexiga e o intestino. Em alguns casos, a doença pode atingir estruturas mais distantes, causando sintomas variados e dificultando o diagnóstico.
Durante o ciclo menstrual, esses implantes ectópicos também sofrem influência hormonal, levando a episódios repetidos de inflamação, sangramento local e formação de aderências. Como consequência, a paciente pode apresentar dores progressivamente mais intensas, além de alterações urinárias e intestinais, fadiga e até dificuldades para engravidar. A infertilidade está presente em uma parcela significativa das mulheres com endometriose, tornando o diagnóstico precoce fundamental para preservar a saúde reprodutiva.
A suspeita diagnóstica é baseada na história clínica e no exame físico ginecológico. A confirmação e o estadiamento da doença são realizados por exames de imagem especializados, principalmente a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve, que permitem identificar lesões profundas e o comprometimento de órgãos adjacentes.
O tratamento tem como principal objetivo controlar os sintomas, reduzir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida da paciente. Na maioria dos casos, busca-se a supressão da atividade menstrual por meio de anticoncepcionais hormonais, progestagênios ou outras terapias hormonais específicas. O tratamento deve ser individualizado, considerando a idade da paciente, a intensidade dos sintomas, o desejo reprodutivo e a extensão da doença.
Nos casos mais avançados, quando há comprometimento significativo de órgãos, dor refratária ao tratamento clínico ou infertilidade associada, pode ser indicada cirurgia para remoção dos focos de endometriose e das aderências formadas. O acompanhamento regular com ginecologista especializado é essencial para monitorar a evolução da doença e definir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente.
Dra Beatriz Elias Ribeiro
https://www.beatrizeliasribeiro.com.br




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