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Barra Mansa,09/06/2026

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    Paulo Moreira

    Socorro !!!

    Por que aquele hospital estava sem bebedouros?


    Socorro !!!

    Socorro !!!

    Por Paulo Moreira

    Durante a madrugada de domingo, minha mulher teve uma crise de ansiedade. O medicamento controlado que ela toma contra esse problema terminou e não tivemos alternativa.  Fomos para um hospital público.

    O dia e a hora permitiram que fôssemos praticamente os únicos pacientes chegando ao estabelecimento de saúde. O atendimento aconteceu em questão de minutos. Minha mulher foi atendida por uma médica, que ouviu os sintomas, conferiu seu histórico no sistema informatizado e receitou a medicação.

    Fomos a uma sala, onde uma enfermeira iria administrar dois comprimidos por via oral. Ali surgiu um "detalhe": os bebedouros que existem em todas as unidades de saúde da cidade e fornecem água gelada ou à temperatura ambiente, à escolha do usuário,  estavam ausentes.

    Procurei por alguns minutos,  até que achei, em uma das várias salas do hospital,  uma garrafa de água mineral. Enchi um copo, minha mulher tomou a medicação, ficou melhor e voltamos para casa. Final feliz? Em parte.

    Vejamos: em uma unidade de saúde,  chegam e saem centenas ou milhares de pessoas todos os dias, entre pacientes, profissionais de saúde e pessoal de apoio. Toda essa gente precisa de água.

    A forma mais simples e barata de atender essa necessidade é com bebedouros. Por isso mesmo, eles estão presentes nas diversas unidades de saúde da cidade, dos hospitais de alta e média complexidade aos "postinhos" dos bairros.

    Por que aquele hospital estava sem bebedouros? Pode ser que o cronograma de manutenção tenha sido mal planejado e todos os bebedouros foram removidos ao mesmo tempo, pode ter havido uma falha na rede elétrica que atingiu todos os equipamentos...

    A solução mais lógica é suprir o local com garrafas de água mineral. Mas você não pode simplesmente ir à padaria ou bar da esquina e comprar a água,  como faríamos em casa. Por quê? Porque em casa, o dinheiro é seu. No hospital público,  o dinheiro é público,  o que algumas pessoas confundem com "não é de ninguém". Isso pode levar a mau uso e aos "esquemas" Para conseguir ganhos indevidos.

    Assim, seja para comprar um aparelho de diagnóstico por imagem que custa milhões,  ou uma garrafa de água de cinco reais, é preciso haver licitação. A informatização acelerou o processo, mas continua a ser mais lento do que pedir um IFood.

    Moral da história

    A burocracia não existe porque o Estado quer dificultar a prestação de serviços. Ela existe para tornar mais difícil que os particulares se aproveitem do dinheiro público, que não é do governo: é de todos nós.



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