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Barra Mansa,27/05/2026

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    Carmem Teresa Elias

    ENTRE NOAM CHOMSKY ( pai da Gramatica Generativa Transformacional) ,

    A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL e MIM


    ENTRE NOAM CHOMSKY ( pai da Gramatica Generativa Transformacional) ,

    ENTRE NOAM CHOMSKY ( pai da Gramatica Generativa Transformacional) ,

    A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL e MIM

    "Vamos parar de lhe chamar "Inteligência Artificial" e chamá-la pelo que é e faz um "software de plágio" pois "Não cria nada, mas copia obras existentes de artistas existentes, alterando-as o suficiente para escapar às leis de direitos autorais. Este é o maior roubo de propriedade intelectual desde que os colonos europeus chegaram a terras nativas americanas.”

    Noam Chomsky é o linguista que desenvolveu a Gramática Generativa Transformacional. Analisou a linguagem humana em universais linguísticos, estrutura superficial e profunda, competência e performance. Mais do que ninguém ele sabe exatamente a estrutura como a IA  “escreve”. Ele é um dos responsáveis pelas teorias linguísticas que sustentam o processo de IA.

    Concordo totalmente com ele. Em meu livro “ Inteligência Artificial Generativa, a nova colônia: tecnologias linguísticas e controvérsias da natureza humana ( Editora Scortecci) ) tenho um capítulo justamente sobre o legado de Chomsky, explicando como a IA se apropriou da gramática de Chomsky.

    Eu afirmo que a IA manipula a estrutura superficial da língua ( formas diversas de expressar verbalmente conteúdos) e atua na área da performance ( bem longe da competência), e está longe demais da estrutura profunda onde as ideias de fato são geradas.

    Em minhas pesquisas sobre produção textual por IA encontrei justamente cópias, colagens, invenções, mentiras, uso de elementos persuasivos com fins comerciais. Manipulação da linguagem e até da mente humana. Não é um instrumento apenas, é uma arma de colonização capaz de enfraquecer a capacidade crítica do pensamento humano.  Um app com alto risco de reduzir a função cognitiva humana, que se opera por meio da linguagem.

    Em entrevista recente Noah Chomsky declarou:  "Este é o ataque mais radical ao pensamento crítico, à inteligência crítica e particularmente à ciência que eu jamais vi”, diz o pensador, com 94 anos, apontando a forma como as ferramentas assumem cada vez mais uma “dimensão corporativa". "A ideia de que podemos aprender alguma coisa com este tipo de IA é um erro", atira.

    Chomsky ainda declara o quanto o ChatGPT age contra o pensamento crítico.  O Filósofo dispara: novos bots são simuladores poderosos, mas também o oposto da inteligência, do aprendizado e da reflexão. Capital quer empregá-los para nublar o debate público. Porém, saída não é freá-los — e sim estimular a educação política.

    Chomsky reforçou a preocupação com a forma como a tecnologia está evoluindo, com algoritmos que nos dão conteúdo à nossa medida e chatbots que simulam a comunicação humana e contribuem para a inércia analítica e criativa.

    A única maneira de controlar a evolução tecnológica, declarou, é educar as pessoas para a autodefesa. Levar as pessoas a compreender o que isto é e o que não é.” Atribui um significado político a ferramentas como o ChatGPT: “É basicamente como qualquer outra ideologia ou doutrina. Como é que se defende alguém contra a doutrina neofascista? Educando as pessoas.”

    É justamente esse o papel que eu, Carmem Teresa Elias assumo: o que posso fazer? Alertar e educar as pessoas sobre os riscos por trás do deslumbramento com I.A.

     



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