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Barra Mansa,02/09/2026

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    Caso Vorcaro: como a PF obteve mensagens apagadas do iPhone

    tecnoblog.net
    Caso Vorcaro: como a PF obteve mensagens apagadas do iPhone





    Resumo

    • Polícia Federal recuperou mensagens enviadas por Daniel Vorcaro pelo WhatsApp com visualização única.

    • A PF utilizou registros do iOS e ferramentas de perícia digital Cellebrite e IPED para extrair e organizar os dados do aparelho.

    • Foram analisados 31.975 logs e 43.298 registros de uso de aplicativos para identificar o padrão em 52 mensagens.







    A Polícia Federal conseguiu reconstruir as mensagens que o banqueiro Daniel Vorcaro enviava pelo WhatsApp com o recurso de visualização única. O relatório da investigação, cujo sigilo foi revogado pelo ministro do STF André Mendonça nessa terça-feira (01/09) e obtido pelo Tecnoblog, detalham como a polícia conseguiu identificar as mensagens. Entenda melhor nas linhas a seguir.





    Vorcaro é investigado por suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Os registros foram recuperados durante a perícia num dos iPhones do banqueiro, que não escrevia as mensagens diretamente no WhatsApp. Segundo a PF, o procedimento adotado por Vorcaro seguia esta sequência: 






    1. Daniel Vorcaro abria o aplicativo Notas do iPhone 17 Pro




    2. Escrevia a mensagem por lá e, depois, fazia uma captura da tela




    3. O iOS gerava automaticamente um arquivo em PDF dessa captura




    4. A imagem capturada era enviada como visualização única para os contatos, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal





    Durante a perícia, os investigadores recuperaram esses documentos de uma pasta temporária do iPhone e cruzaram o conteúdo com as capturas de tela e outros registros do aparelho. Os PDFs gerados pelo iOS preservavam o texto das mensagens, permitindo aos peritos reconstruir as conversas e relacioná-las aos envios feitos via WhatsApp.





    Arquivos do iOS ajudaram a PF





    Em um dos casos, a PF identificou, no dia 17 de novembro de 2025, cinco registros correspondentes aos envios. Isso permitiu que os peritos relacionassem os dados armazenados no iOS às comunicações feitas pelo WhatsApp. A PF também cruzou os arquivos temporários com registros de atividade do iPhone: foram analisados 31.975 logs e 43.298 registros de uso de aplicativos.





    “O mesmo padrão de correspondência exata foi constatado nas demais conversas analisadas no dispositivo”, afirma o relatório. A investigação identificou o padrão em 52 mensagens. Para extrair e organizar os dados do aparelho, a PF utilizou as ferramentas de perícia digital Cellebrite e IPED.









    Não é uma prática comum





    Ainda assim, não significa que mensagens de visualização única possam ser recuperadas normalmente. A perícia conseguiu reconstruir os conteúdos porque Vorcaro, na verdade, enviava imagens para os contatos.





    A visualização única controla a disponibilidade da mídia dentro do WhatsApp, que utiliza criptografia de ponta a ponta. Ela não impede, porém, que o sistema operacional ou outros aplicativos envolvidos no processo criem arquivos temporários e registros de atividade – como foi o caso.


    Caso Vorcaro: como a PF obteve mensagens apagadas do iPhone




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