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Barra Mansa,24/06/2026

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    China ultrapassa EUA e agora tem o supercomputador mais poderoso do mundo

    upercomputador chinês assume o topo mundial e desbanca rival dos EUA, destacando nova fase da corrida por desempenho e inovação


    China ultrapassa EUA e agora tem o supercomputador mais poderoso do mundo Supercomputador mais rápido do mundo é da China

    China ultrapassa EUA e agora tem o supercomputador mais poderoso do mundo

    Supercomputador chinês assume o topo mundial e desbanca rival dos EUA, destacando nova fase da corrida por desempenho e inovação
    Por Valdir Antonelli, editado por Bruno Capozzi ( OLHAR DIGITAL)
    A China voltou ao topo do ranking mundial de supercomputadores pela primeira vez desde 2017, depois que um sistema instalado em Shenzhen foi reconhecido como o mais rápido do planeta, destaca o The New York Times. O resultado reacende a corrida tecnológica com os Estados Unidos em áreas estratégicas como ciência, inteligência artificial e segurança nacional.
    Batizado de LineShine, o equipamento superou o antigo líder americano nos testes de desempenho e chamou atenção por seguir um caminho pouco comum: alcançar alta velocidade sem depender de GPUs.

    China volta ao topo depois de oito anos

    Desenvolvido em Shenzhen, o LineShine foi avaliado pelos testes do ranking Top500 e desbancou o El Capitan, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, que ocupava a liderança desde novembro de 2024.

    Segundo Jack Dongarra, um dos organizadores do Top500, a máquina chinesa registrou desempenho mais de 20% superior ao do rival americano. O pesquisador visitou recentemente o centro de computação e saiu impressionado com o que viu.

    “É um sistema impressionante”, disse. “Eles nos superaram ao desenvolver um sistema que não depende de GPUs.”

    A conquista encerra um jejum de oito anos. Há bastante tempo especialistas acreditavam que a China tinha sistemas capazes de alcançar o topo, mas os laboratórios do país vinham evitando apresentar seus resultados ao ranking internacional.

    O detalhe que tornou o LineShine diferente

    Mais do que a velocidade, foi a arquitetura da máquina que chamou atenção. Atualmente, os sistemas mais poderosos do mundo dependem de GPUs para lidar com tarefas complexas. O LineShine seguiu outro caminho e combinou CPUs tradicionais com circuitos dedicados a acelerar cálculos vetoriais e matriciais.

    Para Dongarra, essa estrutura pode representar uma maneira mais eficiente de aproximar a inteligência artificial das aplicações científicas.

    Alguns números ajudam a dimensionar o tamanho do projeto:

    • Uso exclusivo de microprocessadores convencionais (CPUs);
    • Cerca de 14 milhões de núcleos de computação;
    • Estrutura distribuída em 90 gabinetes de hardware;
    • Circuitos especializados para cálculos matriciais e vetoriais;
    • Arquitetura baseada em instruções licenciadas da Arm Holdings.

    Uma curiosidade permanece sem resposta. Os responsáveis pelo projeto não revelaram qual empresa fabricou os chips

    A rivalidade entre China e EUA ganhou um novo capítulo

    O desempenho do LineShine surge em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de chips avançados. Enquanto OpenAI, Google e Anthropic seguem expandindo seus modelos de IA, os chineses vêm apostando em soluções alternativas para continuar avançando.

    Para Jimmy Goodrich, pesquisador do Instituto de Conflitos Globais e Cooperação da Universidade da Califórnia, o resultado expõe uma brecha nas regras atuais.

    “O governo dos EUA deveria ter controles mais rigorosos sobre a exportação e a fabricação de CPUs para o mercado chinês”, afirmou. “É uma brecha nas regulamentações atuais.”

    Embora especialistas observem que os grandes sistemas americanos de IA ainda levem vantagem em algumas tarefas, o retorno da China ao topo não chega a ser uma surpresa completa. Segundo Addison Snell, da Intersect360 Research, a maior novidade não foi descobrir que os chineses tinham uma máquina capaz de liderar o ranking, mas sim a decisão de finalmente buscar reconhecimento internacional para o projeto.

    Valdir Antonelli

    Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

    Bruno Capozzi

    Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.






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