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Barra Mansa,26/05/2026

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    Demanda por especialistas em cibersegurança cresce em meio a riscos da IA

    tecnoblog.net
    Demanda por especialistas em cibersegurança cresce em meio a riscos da IA





    Resumo

    • A demanda por especialistas em cibersegurança aumentou 11% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao ano anterior, segundo a Glassdoor.

    • A rápida adoção da inteligência artificial generativa para programar aumentou a necessidade de especialistas em cibersegurança, pois a tecnologia pode criar bugs e vulnerabilidades.

    • O surgimento de ferramentas de cibersegurança que usam IA aqueceu as contratações no setor, com empresas como Anthropic e OpenAI anunciando tecnologias especializadas em procurar falhas em softwares.







    A inteligência artificial generativa pode ter afetado a carreira de inúmeros profissionais de TI, mas ela parece ter um efeito oposto em um grupo desse setor: cibersegurança. Segundo a plataforma de empregos Glassdoor, houve um aumento de 11% nos anúncios de vagas nessa área no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao ano anterior.





    O jornal The New York Times falou com recrutadores que confirmaram a tendência. Austin Cowan, um dos headhunters consultados, diz que vagas que antes surgiam a cada 12 meses agora aparecem semanalmente. Algumas empresas estão com problemas para encontrar candidatos qualificados.





    Por que houve um aumento nas vagas de cibersegurança?









    O primeiro motivo para a necessidade de mais especialistas em cibersegurança diz respeito à rápida adoção da IA generativa para programar. A tecnologia acelera o trabalho, mas pode criar bugs e vulnerabilidades no processo, e elas podem passar despercebidas.





    Lea Kissner, diretora-chefe de segurança da informação do LinkedIn, considera que levará vários anos até que se entenda como garantir segurança na era da IA. “Vamos precisar de pessoal para lidar com o bug-pocalipse”, afirma Kissner.





    Outro aspecto a se levar em consideração é que as ferramentas de IA permitiram que muitas pessoas que não são programadoras passassem a criar suas próprias ferramentas e aplicativos. Muitas vezes, elas não têm as mesmas noções de segurança que engenheiros e programadores, o que resulta em problemas de privacidade e segurança.





    O New York Times observa ainda que o surgimento de ferramentas de cibersegurança que usam IA aqueceu ainda mais as contratações no setor. Nos últimos meses, a Anthropic liberou um preview do modelo Claude Mythos, especializado em procurar falhas em softwares, e a OpenAI também anunciou uma tecnologia similar, o GPT-5.4-Cyber.





    Existe o temor de que esses modelos de cibersegurança caiam em mãos erradas e sejam usados para encontrar caminhos para ataques — um cenário que foi alertado até mesmo pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso explica a pressa para ter profissionais qualificados para se adequar ao novo cenário.





    Outros cargos estão sob risco por causa da IA





    Fora do setor de cibersegurança, porém, a situação não é tão boa. Como lembra o New York Times, grandes layoffs em empresas de tecnologia se tornaram comuns: a Meta dispensou 8 mil funcionários, e a Amazon, 16 mil.





    Existe, no entanto, a suspeita de que muitas das demissões em massa dos últimos meses estejam usando a IA apenas como desculpa para justificar cortes. Os reais motivos seriam ajustes financeiros e uma tentativa de agradar investidores. Além disso, ainda há controvérsias sobre a viabilidade econômica e a produtividade da IA generativa.





    Com informações do New York Times


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