GPUs avaliadas em R$ 2,5 milhões somem do aeroporto de Guarulhos

Resumo
Duas cargas de placas de vídeo GeForce RTX 5090 trazidas ao Brasil sumiram neste final de semana no Aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo. O caso foi denunciado pelo perfil oficial do Grupo Oderço, responsável pela importação das GPUs. Segundo o post da distribuidora, os dois pallets perdidos representam um prejuízo de R$ 2,5 milhões, o que deve representar centenas de chips gráficos.
A publicação também aponta que não há registros em vídeo do momento em que os componentes foram abduzidos. A empresa cobra um retorno da gestora GRU Airport, responsável pelas operações no aeroporto internacional de São Paulo. Os modelos que sumiram são da marca Zotac. A versão pode ser encontrada a partir de R$ 35 mil no e-commerce nacional.
Em resposta ao G1, a GRU Airport garantiu que “vem empenhando todos os esforços” para solucionar o caso, e que o sumiço das placas de vídeo já foi “reportado às autoridades competentes”. Segundo a concessionária, o Grupo Oderço já recebeu orientações para pedir indenização pela situação.
Placas de vídeo são carga preciosa

As placas RTX 5090 são artigo de luxo para quem deseja montar um PC gamer ou mesmo um computador capaz de rodar softwares de edição e trabalhos mais pesados, por exemplo. Cada unidade abduzida tem valor aproximado de R$ 35 mil no mercado brasileiro, e a Oderço fala em prejuízo de R$ 2,5 milhões considerando o preço de custo.
Modelos do tipo vêm sofrendo uma valorização no mercado por conta da crise dos chips de memória RAM. Cada Zotac RTX 5090 conta com pelo menos 32 GB de RAM GDDR7, padrão mais atual do mercado. A versão também conta com três ventoinhas para resfriamento do sistema, luzes RGB, entre outras características que vão além do componente padrão da Nvidia.
O que acontece agora?
Segundo a concessionária GRU Airport, o sumiço se deu na última quinta-feira (14/10), quando o Grupo Oderço já foi orientado sobre o procedimento para receber uma indenização pelo sumiço dos pallets.
Em nota, a administradora do aeroporto afirmou ainda que a distribuidora precisa apresentar a documentação solicitada para finalizar o processo. Vale ressaltar que a denúncia da empresa aconteceu no sábado (16/10) cobrando esclarecimentos e a localização da carga. Até o momento, não há informações sobre a resolução do caso.
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