Marcelo Kieling
A Guerra com o Irã Começa a Afetar a Economia Global
Um radar Geopolítico Global
A Guerra com o Irã Começa a Afetar a Economia Global
O Radar Geopolítico Global
Por Marcelo Kieling – 24/03/2026
A guerra iniciada em 28/02/2026 entre EUA/Israel e Irã, com ataques aéreos coordenados, escalou rapidamente e com o fechamento iraniano do Estreito de Ormuz – rota de 20% do petróleo mundial, os preços do Brent saltaram de US$ 80 para US$ 98-119/barril em semanas, com picos de 9% diários. Os impactos iniciais já trazem inflação energética global, disrupção em shipping e na cadeias de suprimentos, principalmente de fertilizantes, metais e açúcar, com riscos de estagflação - alta de preços + baixa crescimento.
Para o Brasil, alta no diesel e insumos agrícolas pressiona agroexportações e inflação. Em cenário de que o conflito seja contido em 90 dias; o resultado será muito adverso com um provável choque petrolífero prolongado. .
A narrativa deste conflito está acontecendo desde 28/02/2026, quando EUA e Israel lançam ataques a instalações iranianas em Teerã e Qeshm. O Irã responde com mísseis contra Israel e aliados do Golfo. No início de março, o Irã fecha o Estreito de Ormuz e com isto o tráfego de petroleiros fica paralisado e os preços WTI/Brent sobem em até 7-9% em dias.
Após ataques a campos de gás, a OPEP libera 400 mi barris, mas preços atingem US$ 98,96 (Brent) – recorde desde 2022.
Hoje, 24/03, o presidente Trump dá 48h para reabertura de Ormuz, mas o Irã nega negociações. Os preços estabilizam em US$ 85-110, mas volatilidade persiste
Com o fechamento e controlando o Estreito de Ormuz, que tem um transporte de 21 mi barris/dia e 20% consumo global, isto cria um choque global, que dentro do contexto geopolítico, a guerra atual com o Irã, é uma tática de "guerra assimétrica": o lado mais fraco (Irã) usa vantagens localizadas para causar danos globais desproporcionais com custo baixo. Como exemplo: fechar o Estreito de Ormuz custa pouco ao Irã (estoques internos), mas eleva preços do petróleo em US$ 20-40/barril mundialmente, gerando inflação e recessão em importadores como Europa, China e Brasil – enquanto EUA/Israel arcam com custos militares altos.
O Brasil importa 30% diesel, o setor agro usa 40% fertilizantes potássicos, onde o Irã responde por 10% da produção global, a Petrobras mitiga com o pré-sal, mas tem um refino vulnerável.
A dependência global de Golfo, hoje a OPEP representa + 50% da oferta, esta disrupção eleva custos da navegação em até +20-30%. Assim, já se apresenta o claro risco da inflação crescer em +2-3pp e da estagflação, uma estagnação com possível crescimento baixo ou recessão e com desemprego alto) combinada com inflação alta ao mesmo tempo. Diferente de crises normais, onde recessão baixa a inflação (menos demanda), aqui os preços sobem mesmo com economia fraca.
Os impactos no Brasil são diversos onde o diesel já apresenta valores +15-20%, agindo diretamente no transporte e no setor agro; a inflação IPCA pode ter um crescimento de até +0,5-1pp, segundo o FMI e de forma direta os valores dos fertilizantes (Irã 10% potássio global) encarecem a soja e o milho, produtos de altos produtividade. Brasil resiste curto prazo por autossuficiência pré-sal, mas estagflação ameaça as eleições de 2026 se Ormuz durar mais 60 dias.
Qual a saída?
Ferramentas de IA foram utilizadas na elaboração deste artigo. Todo o conteúdo foi revisado por humanos.
Marcelo Kieling é Jornalista - Registro Profissional nº 34.714 – Ministério do Trabalho – RJ; Titular da INTERVENTUS CONSULTORIA E SERVIÇOS, especializada em Gestão, Comunicação e Vendas e da KOMUNIC@ COMUNICAÇÃO E MARKETING, Agência de Notícias e Publicidade.




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