Paulo Moreira
Roubando dos pobres pra dar aos ricos
Golpistas se aproveitam do desespero das pessoas para tirar dinheiro de quem não tem
Roubando dos pobres pra dar aos ricos
Golpistas se aproveitam do desespero das pessoas para tirar dinheiro de quem não tem
Por Paulo Moreira
Infelizmente, muita gente precisa de dinheiro rápido. E, de acordo com dados da Serasa, 49,9% da população está com o CPF negativado, o que impede o acesso ao crédito convencional.
Com isso, as redes sociais estão repletas de anúncios de empresas que, supostamente, intermediam empréstimos para pessoas negativadas.
A pessoa necessitada vê uma tábua de salvação e se agarra a ela sem pensar muito. Fornece dados pessoais , faz reconhecimento facial e recebe uma mensagem dizendo que o valor está liberado.
Em seguida, recebe uma cobrança de um valor em geral não muito alto (menos de R$ 100) a título de seguro prestamista ou com outra desculpa qualquer.
O seguro existe mesmo. Aí a pessoa paga, geralmente através de PIX. Mas os representantes desonestos colocam outra razão qualquer para o PIX. O solicitante fica sem a taxa e sem o empréstimo.
Para evitar ser prejudicado, o consumidor precisa conter a ansiedade e verificar, de preferência com a ajuda de um advogado ou de algum conhecido de confiança que entenda do mercado financeiro, se há alguma armadilha no negócio.
Se fosse verdade, os empréstimos para negativados já seriam preocupantes. Foi a exploração desse nicho de mercado que desencadeou a crise do subprime nos Estados Unidos, o que causou a maior crise econômica desde o crash da bolsa de Nova Iorque em 1929, desempregando milhões e quebrando bancos no mundo inteiro.
Os consignados podem ser uma opção segura e barata para aposentados, servidores públicos e trabalhadores pelo regime CLT.
Infelizmente, algumas instituições pouco sérias vêm prejudicando esse mercado, como se vê pelo noticiário. Já há até um banqueiro preso por causa dessas irregularidades. Com isso, o governo apertou o cerco e as exigências para esse tipo de crédito.
Quem estiver precisando de dinheiro e puder recorrer ao consignado deve procurar instituições sólidas e tradicionais.
A solução ideal
Quando o autor deste texto começou a trabalhar, recebeu um conselho precioso, que infelizmente não seguiu: guardar mensalmente uma parte do salário, formando um fundo de emergência. O valor recomendado foi de seis meses de salário.
Atualmente, esse valor pode ser suficiente para a maioria das emergências. Mesmo quem é CLT deve fazer isso. Ajuda a complementar o seguro-desemprego em caso de demissão.




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