Arthur Vinciprova
Uma estreia entre palcos, telas e o Castelo de Grayskull
Talvez cultura seja isso: memória, invenção e a coragem
Uma estreia entre palcos, telas e o Castelo de Grayskull
Por Arthur Vinciprova
Estrear uma coluna sobre cultura é, antes de tudo, assumir um compromisso com a curiosidade. A partir de agora, quinzenalmente, este será um espaço para falar de cinema, teatro, música, comportamento, bastidores e tudo aquilo que movimenta o mundo das artes — com atenção especial ao que acontece na nossa região Sul Fluminense, que produz, resiste, inventa e merece ser vista.
Também já aviso: não pretendo esconder meu lado nerd. Muito menos o sarcástico. Então, entre uma estreia de cinema, uma peça em cartaz, um festival, uma fofoca cultural elegante e uma opinião talvez um pouco atravessada, espero contar com vocês nessa empreitada.
E curioso é começar justamente num momento tão nostálgico. Temos *Michael, cinebiografia do Rei do Pop, reacendendo memórias, passos, luvas brilhantes e discussões inevitáveis. E temos também a chegada de **Mestres do Universo*, baseado nas histórias de He-Man, esse loiro musculoso que um dia nos fez acreditar que levantar uma espada bastava para resolver quase tudo.
Confesso: estou ansioso para assistir. Até hoje guardo, no armário de velharias da casa, meu Castelo de Grayskull e bonecos da franquia. Pelo trailer, o filme parece assumir sem medo aquela atmosfera cafona, colorida e exagerada que sempre fez parte do encanto de Eternia, agora com humor e alguma autoconsciência na trama.
No fim das contas, talvez cultura seja isso: memória, invenção e a coragem de ainda se empolgar. Nos vemos por aqui.




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