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Barra Mansa,26/04/2026

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    Terras raras, Soberania Barata e o Escândalo de Goiás

    Cometem um escândalo histórico


    Terras raras, Soberania Barata e o Escândalo de Goiás

    Terras raras, Soberania Barata e o Escândalo de Goiás

    Por JJ

    A notícia da venda da mineradora Serra Verde para interesses empresariais dos Estados Unidos não pode ser tratada como simples operação de mercado. O que está em curso é mais grave. Trata se da transferência de um ativo estratégico brasileiro para uma potência estrangeira que disputa, em escala global, o controle de minerais essenciais ao futuro da indústria, da tecnologia e da defesa.

    As chamadas terras raras, que de raras têm cada vez menos apenas no nome, tornaram se centro de uma nova corrida imperialista. São fundamentais para baterias, carros elétricos, turbinas eólicas, chips, sistemas militares e equipamentos de alta precisão. Quem controla esses recursos controla parte decisiva da economia do século XXI.

    Nesse contexto, causa indignação ver setores do Governo de Goiás, sob a influência política de Ronaldo Caiado e seu grupo, agirem como facilitadores da penetração estrangeira sobre riquezas nacionais. Em vez de defenderem a industrialização brasileira, a agregação de valor interno e o comando público sobre recursos estratégicos, optam por servir de ponte para interesses externos.

    É a velha lógica entreguista, reciclada com discurso moderno. Ontem entregavam ferro, petróleo e energia. Hoje entregam nióbio, lítio e terras raras. Mudam os nomes dos produtos, permanece a mesma mentalidade colonial, vender barato, obedecer de cabeça baixa e celebrar a dependência como se fosse progresso.

    A extrema direita brasileira fala em patriotismo, mas pratica submissão. Agita bandeiras nacionais em palanques, enquanto abre portas para que capitais estrangeiros decidam o destino de nossas riquezas. Faz pose de soberanista, mas governa como despachante de interesses alheios.

    O povo brasileiro precisa compreender que a questão não é apenas econômica. É política, estratégica e civilizatória. Um país que entrega seus recursos críticos renuncia ao próprio futuro. Sem controle sobre minerais estratégicos, o Brasil corre o risco de continuar exportando matéria prima e importando tecnologia cara, mantendo o velho ciclo de dependência.

    Diante disso, cabe ao governo federal agir com firmeza dentro da legalidade e do interesse nacional. É necessário revisar concessões, fortalecer a regulação, ampliar a presença estatal no setor mineral, exigir processamento industrial em território brasileiro e estabelecer regras severas para operações que ameacem a soberania econômica.

    Também cabe à parte consciente e patriótica da sociedade levantar a voz. Universidades, sindicatos, movimentos populares, técnicos, trabalhadores e todos os comprometidos com o país devem exigir transparência, planejamento nacional e defesa intransigente de nossas riquezas.

    O Brasil não nasceu para ser almoxarifado de impérios. Nossas terras raras, nosso subsolo e nosso trabalho devem servir ao desenvolvimento nacional, e não à acumulação estrangeira.

    Quando entregam o patrimônio do povo, não fazem negócios. Cometem um escândalo histórico.

    JJ é Sociólogo, Jornalista, Escritor, Poeta, Internacionalista e Capoeira



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