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Barra Mansa,18/04/2026

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    Paulo Moreira

    Mortes automáticas

    Os militares não morrerão mais em combate


    Mortes automáticas

    Mortes automáticas

    Por Paulo Moreira

    Tudo indica que estamos indo rumo a um tempo em que os militares não morrerão mais em combate.

    A crescente adesão de forças armadas de todo o mundo ao uso de drones aéreos, marítimos e terrestres aponta para um cenário em que guerras serão travadas por robôs - porque é isso que os drones são.

    Mas isso não é necessariamente bom.

    Se militares não vão mais morrer, civis vão continuar morrendo.

    E os líderes dos países terão menos escrúpulos para enviar drones para atacar outros países, já que não precisarão informar nenhuma família da morte de um soldado.

    Basta encomendar mais unidades ao fabricante.

    Do lado de quem é atacado, no entanto, as mortes de civis - hoje incluídas na categoria de "danos colaterais" - vão prosseguir.

    E mais: um sistema de inteligência artificial poderia decidir por si mesmo se mata ou não um ser humano. Não haveria necessidade de ninguém para apertar o gatilho.

    Forças armadas limitadas apenas pela capacidade de produção e pelo dinheiro em caixa, sem risco de perdas humanas pelo lado que ataca.

    Pode ser a faísca que a humanidade estava esperando para se sacrificar no altar de Ares.



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