iPhone 18 Pro ganha sistema para verificar se fotos são reais

Resumo
A Apple anunciou uma nova tecnologia para comprover que uma foto foi feita pela câmera do iPhone e não sofreu alterações. O recurso, chamado Apple Reference Image, foi apresentado durante o evento da empresa que revelou os novos modelos Pro e o inédito iPhone Duo, primeiro dobrável da marca, nessa quarta-feira (09/09).
A companhia descreve o sistema como uma espécie de “negativo digital” da foto: no momento da captura, o iPhone registra os dados e cria uma versão de referência, que pode ser usada depois para verificar modificações.
O processo cria um registro dos pixels no momento da captura da foto. Neste primeiro momento, o Apple Reference Image é opcional e está ligado ao hardware dos novos modelos iPhone 18 Pro, que também receberam um mecanismo de abertura variável na câmera principal.
Como funciona o Apple Reference Image

O Apple Reference Image utiliza um sensor redesenhado na câmera principal que, ao ativar o modo “Reference”, registra os dados de cada pixel durante a captura e gera uma assinatura digital. O registro é enviado ao Private Cloud Compute, da Apple, que processa os dados e cria a imagem de referência.
Com o recurso, o usuário pode preservar uma versão que possa ser comparada posteriormente com fotos potencialmente editadas. A imagem de referência fica disponível no app Fotos, ao lado da fotografia final.
A Apple também pretende levar a tecnologia para fora do próprio ecossistema. Segundo o portal MacRumors, APIs serão dsisponibilizadas no iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27 para que apps e redes sociais possam acessar e verificar imagens de referência.
Indústria tenta padronizar identificadores
O novo sistema chega em um momento em que é possível fazer alterações mínimas e realistas com ferramentas de edição, incluindo chatbots de IA. Por isso, a indústria tem se movimentado para criar padrões de identificação de fotos originais e modificadas.
Uma das formas mais comuns de fazer a identificação atualmente é pelos metadados, como os utilizados pelo padrão C2PA. Eles podem registrar informações sobre a origem e o histórico de uma imagem, mas são suscetíveis a alterações ou remoção quando o arquivo é editado, comprimido ou compartilhado em diferentes plataformas.
Outra abordagem são as marcas d’água invisíveis incorporadas nas imagens. É o caso do SynthID, desenvolvido pelo Google DeepMind, que modifica os pixels de imagens geradas pela IA da empresa para permitir a identificação do conteúdo.
A Apple confirmou que vai incorporar suporte ao sistema em uma atualização prevista para o fim deste ano. A tecnologia será usada em imagens que passarem por determinados processos nos dispositivos da empresa. Lembrando que a Maçã já usa o Gemini como uma das bases para os seus sistemas de IA nativos.
Recurso terá restrições em alguns países

O Apple Reference Image não estará disponível da mesma forma em todos os mercados no lançamento. Na China, o recurso de captura não será oferecido inicialmente devido às exigências locais relacionadas ao processamento de dados e à criptografia de imagens em servidores externos.
Na União Europeia, a captura de imagens de referência com assinatura de hardware também ficará indisponível inicialmente nos iPhone 18 Pro. Os usuários da região, porém, poderão processar e visualizar imagens de referência produzidas por aparelhos de outros mercados após as atualizações para iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27.
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