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Barra Mansa,24/05/2026

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    Com precatórios, previsão de déficit primário sobe para R$ 60,3 bi

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    Com precatórios, previsão de déficit primário sobe para R$ 60,3 bi


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    O crescimento de gastos obrigatórios fez a estimativa total de déficit primário para 2026 aumentar de R$ 59,8 bilhões para R$ 60,3 bilhões. A previsão consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, enviado nesta sexta-feira (22) ao Congresso Nacional.

    O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem o pagamento dos juros da dívida pública. A estimativa considera os precatórios, que estão fora da meta fiscal até 2026 após acordo fechado em 2023 com o Supremo Tribunal Federal (STF). Também há alguns gastos com defesa, saúde e educação excluídos por lei da meta.



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    Ao incluir os precatórios e as despesas fora do arcabouço fiscal, a previsão de gastos excluídos da meta de resultado primário está em R$ 60,3 bilhões. A estimativa de déficit primário total impacta diretamente o endividamento do governo.

    Ao excluir os precatórios e as exceções do arcabouço fiscal, no entanto, o governo prevê superávit primário de R$ 4,1 bilhões. O superávit primário representa a economia de gastos do governo para pagar os juros da dívida pública.



    Por causa dessa previsão de superávit, o governo não contingenciou verbas no Orçamento de 2026. Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento bloquearam R$ 22,1 bilhão. Esse bloqueio é necessário para cumprir os limites de gastos do arcabouço fiscal, mas não está relacionado à meta de resultado primário.



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    Despesas



    O relatório bimestral prevê alta de R$ 4,4 bilhões nas receitas líquidas em relação ao valor aprovado no Orçamento de 2026. A equipe econômica ainda não incluiu o aumento das estimativas de royalties do petróleo, por causa da escalada do preço do petróleo com a guerra no Oriente Médio.



    A equipe econômica também estima um aumento de R$ 4,6 bilhões nas despesas totais.



    Esse montante foi obtido da seguinte forma:




    • +R$ 30,1 bilhões de gastos obrigatórios;

    • –R$ 25,2 bilhões de gastos discricionários (não-obrigatórios, dos quais R$ 22,1 bilhões vêm do bloqueio.



    Em relação aos gastos, os principais fatores que pressionam as despesas foram os seguintes:




    • Benefício de Prestação Continuada (BPC): +R$ 14,1 bilhões;

    • Benefícios previdenciárias: +R$ 11,5 bilhões;

    • Créditos extraordinários: +R$ 3,5 bilhões;

    • Obrigatórias com controle de fluxo (inclui Bolsa Família): +R$ 3,4 bilhões

    • Demais despesas: +300 milhões.



    Receitas administradas



    Do lado das receitas administradas pelo Fisco, que representam os tributos, as principais variações foram as seguintes:




    • Imposto de Renda: +R$ 10,3 bilhões (influenciado pelo lucro de petroleiras);

    • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): +R$ 4,5 bilhões;

    • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): +R$ 3,9 bilhões;

    • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): +R$ 1,1 bilhão.



    Ao considerar as transferências para os estados e municípios, que aumentarão R$ 16,1 bilhões, a alta total das receitas líquidas ficou em R$ 4,4 bilhões.



    Receitas não-administradas



    Em relação às receitas não-administradas pela Receita Federal, o relatório reduziu a estimativa em R$ 2,1 bilhões. As principais variações foram as seguintes:




    • Exploração de recursos naturais (royalties): -R$ 4,6 bilhões, números devem ser revistos para cima com o prolongamento da guerra no Oriente Médio;

    • Dividendos de estatais: +R$ 800 milhões;

    • Outras receitas não-administradas: +1,7 bilhão.




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