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Barra Mansa,07/04/2026

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    Francisco Carrera

    LUA OU HELIO-3?

    SUSTENTABILIDADE FORA DA TERRA!

    Imagem do lado oculto da Lua. — Foto: Divulgação/NASA
    LUA OU HELIO-3?

    SUSTENTABILIDADE FORA DA TERRA!

     Francisco Carrera

    Desde os anos 70 do século XX, o Homem procura, no Planeta Terra uma solução sustentável para as gerações presentes e futuras. A mágica conceitual prevista na idéia de desenvolvimento sustentável agradou a todos os países do Planeta. Contudo, o tempo passou, as idéias foram se modificando, e a tão almejada sustentabilidade acabou se prostituindo em diversas ações de “greenwashing”, ou seja, a falsa sustentabilidade. Contudo, o Planeta é Vivo, pensante e inteligente, e não depende de seres humanos para se sustentar. Afinal, humanos só pensam em explorar, explorar e explorar... Mas o tempo da Terra está no fim. Contudo este tempo é para o Homem e não para a Terra. Contudo, infelizmente estamos acostumados a usar e descartar. Até novas modalidades de economias lineares surgem para justificar este processo.  Mas o retorno da Lua ao cenário da grande mídia, não é um mero acaso. Principalmente para os Países e economias do Oriente.

    Para os orientais, a idéia de bem de consumo não pode ser objeto de mero aproveitamento imediato e consequente descarte. A história nos provou que os povos orientais mantêm em suas economias, tradições milenares, pensam de mil em mil anos. Em que pesem reconhecer os avanços do progresso do universo  neocapitalista,  as nações do oriente, outrora chamadas de “Tigres Asiáticos”, comportam-se como dragões alados rumo ao desenvolvimento do futuro. Enquanto muitos de nós, ocidentais consumistas, voltamos a atenção para as atividades da Missão Artemis II à Lua,  e ficamos encantados com as maravilhas fotografadas, as nações orientais, por lá já estiveram ( não presencialmente mas através de sondas, Rovers e outros equipamentos), coletaram diversas amostras de solo lunar, e descobriram uma fonte inestimável de um material capaz de  gerar mais energia do que muitos reatores nucleares atuais.

    Trata-se do tão almejado HELIO-3.  Sim, aquele mesmo gás que no inicio do século passado, conduzia a aristrocacia pelo ar em seus dirigíveis. Ocorre que o gás possui muita diferença do Original.  Ele está hoje presente no sol e nas estrelas de nossa galáxia, juntamente com outros, mas sua poeira e irradiação, produz um isótopo que faz com que os efeitos da utilização do mesmo seja bem diferente.  Mas como isto acontece?   Diferentemente da Terra, que é protegida por um campo magnético, a Lua recebe diretamente partículas do vento solar. Entre elas está o tal de hélio-3, um isótopo raro no planeta, mas potencialmente abundante no solo lunar. A ideia de minerar hélio-3 não é nova. Cientistas como Harrison Schmitt, ex-astronauta do programa Apollo, defendem há décadas o potencial do material. Pesquisadores também já desenvolveram protótipos experimentais de reatores de fusão. Sua vantagem é que não gera resíduos nucleares e muito menos material radioativo. ( uma pouco diferente da idéia que temos de tecnologias nucleares, que geram partículas e resíduos radioativos).

    O professor  Ricardo Galvão, especialista em Física de Plasmas e Fusão Nuclear Controlada e professor do Instituto de Física (IF) da USP,  explica que, primeiro, precisamos diferenciar como obtemos energia de reações nucleares. Uma delas é a fusão nuclear, “que é a forma pela qual as estrelas obtêm energia”, esclarece ele.

    Entretanto, o que fazemos na Terra, principalmente, é a fissão nuclear, ou seja, bombardeamos átomos com nêutrons para quebrar o seu núcleo e gerar energia. Para isso, utilizamos dois isótopos de hidrogênio, o deutério e o trítio. A reação entre eles gera os resíduos que chamamos de lixo nuclear. O hélio-3, se descoberto em abundância, tomaria o lugar do trítio e a reação, teoricamente, seria bem menos perigosa para o planeta. Certamente algo que efetivamente possa cumprir o tão almejado “desenvolvimento sustentável”, princípio regente do Direito Ambiental, previsto desde 1972 em Estocolmo.

    1  https://www.britannica.com/event/Apollo-17 

    “Tanto nos reatores a fissão quanto nos reatores a fusão atualmente utilizamos deutério e trítio. Um dos problemas é que a energia que sai gera nêutrons de alta energia; os nêutrons são partículas que, quando bombardeiam parte do reator, fazem com que esses elementos se tornem radioativos; elementos radioativos que precisam ser armazenados por muito tempo, centenas de anos”, elabora Galvão. “Já o hélio-3, quando reage com deutério, não produz nêutrons energéticos, a energia sai imediatamente em partículas carregadas, então, não haveria radiação dos elementos dos reatores”, finaliza.

    Em nosso Planeta, a quantidade de Helio-3, não se compara à do solo lunar. Até porque, muitos cientistas à procura do Helio-4, descobriram, aqui na Terra, a presença de Helio-3, principalmente em razão da queima de combustíveis fosséis. Mas também, recentemente descobriram um grande depósito deste tão almejado isótopo, no Núcleo do Planeta Terra. Cientistas detectaram que este isótopo também manifesta-se em rochas vulcânicas na Ilha Baffin, no Canadá, apoiando a teoria de que o gás nobre está vazando do núcleo da Terra, e isto está acontecendo há milênios. Esta ilha está situada na fronteira entre o Canadá e a Groelândia.  Acreditamos que você já deve estar entendendo o motivo pelo qual o Presidente Donald Trump deseja ocupar a Groelândia.  Afinal, petróleo, gás e Helio-3, seriam matrizes energéticas bem interessantes. Os cientistas justificam a presença deste gás em razão de um depósito remanescente do período em que a Terra ainda era uma bola de fogo, e o sistema solar ainda estava em formação.   

     2- https://jornal.usp.br/atualidades/combustivel-do-futuro-helio-3-e-dez-vezes-mais-comum-na-terra-do-que-se-imaginava/ 

    Somente para melhor esclarecer, hoje assistimos o Planeta literalmente em guerra, e no cerne  das atenções estão as  vedetes das matrizes energéticas,  TERRAS RARAS, GÁS, ÁGUA, PETRÓLEO  e BIODIVERSIDADE. Contudo a história se repete.... O principal interesse na corrida pela exploração do solo lunar, também não foge à baila dos interesses terráqueos desta espécie que desde o seu primeiro surgimento neste Planeta, somente pensa em uma única coisa: DOMINAR!!!  Afinal, o Homo sapiens sapiens, é um primata hominídeo, animal de bando, e sua razão principal e existencial é extremamente TERRITORIALISTA!  A Espécie precisa ser conduzida por líderes Alfas, o poder territorial e delimitativo deve ser exercido através da belicosidade, e  o poderio patrimonial é sua meta principal. Ocupar, dominar, marcar territórios, até mesmo fora do Planeta. Chegamos a este maldito período em que os modernos cientistas estão intitulando de Antropoceno. Uma era em que a espécie Humana resolveu ser a fiel titular de tudo e de todos. Porém, nossas matrizes principais para nosso sustento estão se esgotando. A começar pelos nossos alimentos que vêm da terra. Estes  estão perdendo seus polinizadores e principalmente seus adubos.  Nada muito diferente do que nos provaram os estudiosos do tema,  como Hobbes, Lamarck, Darwin, Lovelock, Boff, Capra, Maturana, Varella, e o moderníssimo pensador Yuval HARARI que em sua última obra “NEXUS“ , nos faz refletir sobre uma tal de I. A.  

    4 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Yuval_Harari 

    Enquanto alguns imaginam e admiram a viagem atual da capsula Orion à Lua, os Chineses e Indianos, já se aventuraram por lá há tempos, e já estão debruçados no estudo do  isótopo HELIO-3 para geração de energia para propulsão de foguetes lá do nosso satélite natural, rumo a outros planetas e mundos. Isto tudo, certamente está ameaçando o Ocidente, sobretudo os Americanos. Já há comprovação expressa de que há água na Lua. Certamente suficiente o bastante para resfriar os propulsores.  Além de água, há gigantescas minas de HELIO-3. A China vê o Hélio-3  como a peça central de sua estratégia energética de longo prazo, com o objetivo de utilizá-lo como combustível limpo para futuros reatores de fusão nuclear. Diferente da Terra, onde é extremamente raro, estima-se que a Lua contenha até 1 milhão de toneladas desse isótopo, o suficiente para suprir a demanda global de energia por cerca de 10.000 anos.  Da mesma forma que a Grande Muralha está por lá, na China, até hoje, os Chineses também pensam em processos sustentáveis de geração de energia limpa por milhares de anos. Esta é a diferença de se pensar de mil em mil anos, sem produzir, usar e descartar, no velho processo de obsolescência programada. Enquanto isto, o Brasil, se aventura nas pesquisas sobre o tão famoso Hidrogênio Verde, e ainda se vangloria. Porém esquecem que Hidrogênio também é combustível ( e explode ). Enquanto a China e a Índia dão um salto para o Helio-3, que somente agora os americanos despertaram atenção e resolveram não ficar para trás.

    5 - https://en.people.cn/n3/2024/0702/c90000-20187998.html#:~:text=By%20analyzing%20the%20lunar%20soil,energy%20source%20in%20the%20future

    Será mesmo que a proposta do Presidente Trump em tomar terras na Groelândia e Canadá, está voltada tão somente para os combustíveis fósseis? Certamente que não. Mas despertaram muito tarde. Os orientais já estão à frente. E por lá, o Tigre e o Dragão pensam em conjunto.  E os resultados deste pensamento, são capazes de impedir o progresso de qualquer águia de cabeça branca.  Ao analisar amostras de solo lunar coletadas pela missão Chang'e-5, pesquisadores determinaram os parâmetros de temperatura ideais para a extração de hélio-3 do solo lunar. Esses dados científicos cruciais fornecem uma base para que a China estime a quantidade total de recursos de hélio-3 na Lua e explore e desenvolva essa fonte de energia no futuro.  Ou seja, os robôs chineses JÁ ESTIVERAM NA LUA, coletaram amostras e  trouxeram para a Terra, e já estão trabalhando no processo de produção de HELIO-3.  Não foi preciso espetacularizar, como é peculiar aos ocidentais.  Enquanto isto o Planeta fica repetindo edições de conferências climáticas que não geram nenhum resultado prático.

    Portanto, reflitam... Afinal o desenvolvimento sustentável, é um princípio do direito ambiental,  e também está contido na poderosa Declaração do Rio de 1992. Contudo, o Direito não mais está no Planeta Terra. Está agora em esfera totalmente extra terrestre, lunar, marciana, etc.... Já há no cenário jurídico cósmico, discussões sobre propriedade. De quem é o lixo estelar? A quem pertence o direito de tripular e operar uma Estação Espacial Internacional?  A quem pertencerá o espaço do solo lunar e marciano? Tudo isto faz parte de novos direitos que estão a caminho. Direitos cósmicos. Não mais aqueles divulgados em Woodstock no século passado, mas um Direito Atual, que há de existir para regrar as relações patrimoniais fora do Planeta Terra.  Enviar astronautas para o Ocidente assistir um passeio sem pouso na Lua, é realmente digno de uma cerimônia de um Oscar.  ( para quem pensa, usa e descarta com o tempo). Um pouco diferente de  pousar na lua objetos não humanos, coletar material e desenvolver novas matrizes energéticas para os séculos futuros.... Isto sim é pensar na geração futura, sem destruir as matrizes presentes.( quase lembrando o desenvolvimento sustentável) É a perfeita harmonia entre o Yin e Yang. Um lado oculto e outro lado visível.  A cada dia os asiáticos abandonam os combustíveis fósseis e rumam para combustíveis lunares. Mas, enfim, não são obsolescentes. Pensam de mil em mil anos.... Sabem o que estão fazendo. Não querem sucesso. Querem qualidade de vida! Querem Felicidade Interna Bruta ( FIB ) e não PIB. Querem equilíbrio espiritual. Se somarmos a população da Índia com a da China, entenderemos, talvez o que Hobbes já nos mostrava há tempos em seu contrato social.... Afinal as missões Chang'e-5 ( Chinesa) e a Chandrayaan- 3 ( Indiana)  são mais famosas do que a Artemis II. Nós ocidentais é que não as conhecemos...  Por lá, no Oriente, nas novas metrópoles, futuro e passado se confundem na matriz do tempo. Afinal, quando se trabalha em um Universo que se baseia na velocidade da luz, tempo e espaço não são mais necessários. E nossos pensamentos conhecem bem este Universo, que vai além do quântico. Quer sentir este Universo? Feche os olhos e imagine-se em Marte. Pronto. Você já chegou... Afinal, pensamento é energia. E energia possui elétrons... pense nisto!  A vibração do AMOR também está nesta sintonia. Demos uma volta na lua, para encontrar soluções sustentáveis FORA DA TERRA, e o que mais deixa este autor feliz, é que os astronautas que estiveram na Orion, entenderam isto tudo... A Melhor comprovação disto é a frase dita pelo Piloto Preto da Missão Victor Glover,  antes de perder o sinal com a Mãe Terra:

     Enquanto nos preparamos para sair da comunicação por rádio, ainda vamos sentir o amor de vocês vindo da Terra. E para todos vocês aí na Terra e ao redor dela, nós amamos vocês, da Lua. Nos vemos do outro lado.”

    Francisco Carrera é advogado, paisagista, escritor, professor de Direito, coordenador de cursos de Pós Graduação em Direito Ambiental e Urbanístico, pós-graduado em Auditoria e Perícias Ambientais, Mestre em Direito da Cidade pela UERJ, Coordenador da Escola Carioca de Jardinagem.  É Coordenador de Estudos de meio ambiente da ADESG NACIONAL. Autor e coautor de diversas obras de  meio ambiente e direito ambiental e urbanístico.

     

     

     

     

     

     



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