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Barra Mansa,02/07/2026

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    MK - Marcelo Kieling

    Carlos Thadeu de Freitas,

    Um gênio da economia brasileira!


    Carlos Thadeu de Freitas,

    Carlos Thadeu de Freitas,

    Um gênio da economia brasileira!

    Por Marcelo Kieling

    Hoje tenho a honra de apresentar uma entrevista com Carlos Thadeu de Freitas, um gênio da economia brasileira, com quem tive o prazer de convivência na minha passagem pelo BNDES. Thadeu é assessor externo da área de economia da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Foi presidente do Conselho de Administração do BNDES e diretor do BNDES de 2017 a 2019, diretor do Banco Central (1986-1988) e da Petrobras (1990-1992):

     1. O Pulso do Comércio e a "Economia Real" em Ano Eleitoral

    Na CNC você tem o termômetro exato do varejo, dos serviços e do turismo, que são os setores que mais empregam no país. Historicamente, anos eleitorais trazem injeções de recursos de curto prazo na economia. Como o senhor avalia o atual nível de confiança dos empresários do comércio frente às incertezas da eleição de 2026? O consumo atual está ancorado em bases sólidas ou estamos vivendo um otimismo artificial pré-eleitoral?

    Carlos Thadeu: O atual nível de confiança dos empresarios do comércio frente as incertezas das eleições 2026, estão se mostrando ainda positivas. O consumo atual esta ancorado em bases temporarias, tem tido muitos auxílio sociais, que ajudam o consumidor brasileiro. A curto prazo parece que nós estamos vivendo numa ilha de prosperidade. Apesar do nível muito altos da taxa de juros, a populacao esta consumindo mais com essas facilidades dadas pelo governo e tambem pelo endividamento. É uma bolha que um dia vai estourar, dependendo de quem vai ser eleito como presidente.

    2. A Tensão Institucional e o Custo Brasil

    Você esteve na diretoria do Banco Central na década de 1980, um período de transição complexa. Hoje, vemos um cenário de forte polarização política, com tensões frequentes no Congresso e operações da Polícia Federal no núcleo político. Como essa instabilidade institucional crônica afeta a percepção de risco do investidor estrangeiro e a condução da nossa política monetária? A política hoje é o maior 'Custo Brasil'?

    Carlos Thadeu: Hoje estão num forte ambiente de incertezas politicas. Esta instabilidade institucional cronica afeta a percepcao do investidor estrangeiro devido as incertezas que vão passar com as eleições. A taxa de juros longa está bastante instavel e mostrando altas diarias e isso é um sinal da nossa incerteza fiscal em relacao ao proximo governo. Realmente hoje o custo no Brasil é muito influenciado pelas incertezas politicas.

    3. O Papel do BNDES e a Reindustrialização

    Tendo presidido o Conselho e a diretoria do BNDES, você conhece profundamente a estrutura de fomento do país. Nos debates eleitorais de 2026, o papel do Estado na economia volta com força. Qual deve ser a linha divisória entre um BNDES que impulsiona a infraestrutura e inovação tecnológica de forma sustentável, e o risco de retornarmos a políticas de subsídios que pressionam o fiscal?

    Carlos Thadeu: O BNDES hoje já está dando subsidio para a industria e os projetos que patrocinando. Durante o governo Temer acabou a TJLP, que incentivava as empresas a tomar recursos no BNDES, pois ela era fixada pelo governo para dar incentivos aos tomadores de emprestimos. Praticamente ja estamos dando subsídios via BNDES que empresta alguns recursos, com o mix  de TR e TLP.

    4. Governança e Estatais no Fogo Cruzado

    Você foi diretor da Petrobras no início dos anos 90 e esteve no BNDES recentemente (2017-2019), momentos de intensos debates sobre governança. Em campanhas eleitorais, as estatais costumam virar alvo de promessas de intervenção, seja para controle de preços ou distribuição de dividendos. As atuais leis de governança são suficientes para blindar o caixa e a estratégia dessas empresas das pressões político-eleitorais deste ano?

    Carlos Thadeu: Todos os governos usam recursos publicos para os incumbentes permanecerem no poder. Hoje o exemplo que não temos controle é o crescimento da dívida pública PIB que está ao redor de 81%, que chegou agora no mes de Maio no seu recorde.

    5. O Dilema Fiscal Pós-Eleição

    Independentemente de quem vença as eleições em outubro, o vencedor herdará um orçamento extremamente engessado. Como economista e conhecedor da máquina pública, você acredita que o arcabouço fiscal atual resiste ao ano eleitoral, ou o mercado já precificou que o próximo presidente terá que propor uma nova âncora fiscal ou aumento de carga tributária logo no início de 2027?

    Carlos Thadeu: Quem vencer as eleições vai ter que tentar diminuir o crescimento da dívida pública. Próximo governo vai ter que mudar a Ancora fiscal, dando mais importancia ao crescimento da dívida pública. Não acredito em aumento sucessivos de carga tributaria, pois o Brasil tem o maior percentual de tributacao no mundo.

    6. A Agenda do "Day After"

    Para os tomadores de decisão e executivos que nos acompanham no KOMUNIC@, a previsibilidade é o fator mais importante para os negócios. Olhando para o cenário pós-eleições, qual é a reforma estrutural mais urgente — aquela que o novo governo precisa colocar na mesa no dia 1º de janeiro de 2027 — para destravar o crescimento do PIB e baratear o crédito no Brasil?

    Carlos Thadeu: O Day after será de aperto fiscal. A mesma coisa aconteceu antes da Dilma ser reeleita presidente da republica, prometeu bonança, e consequentemente voltou o aperto fiscal e metas de inflação do governo Temer.

    Ferramentas de IA foram utilizadas na elaboração deste conteúdo. Todo o conteúdo foi revisado por humanos.



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