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Barra Mansa,01/07/2026

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    Paulo Moreira

    Os primeiros capitalistas

    Os Países Baixos tiraram o foco da religião e colocaram os negócios em destaque


    Os primeiros capitalistas

    Os primeiros capitalistas

    Os Países Baixos tiraram o foco da religião e colocaram os negócios em destaque

    Por Paulo Moreira

    Enquanto Portugal, Espanha e Inglaterra se debatiam para sair do feudalismo e se estabelecerem como nações unificadas, os Países Baixos, mais conhecidos por Holanda, formaram o primeiro império capitalista da história. 

    Uma sociedade onde a religião não  importava, mas sim a riqueza; um país que criou as primeiras multinacionais de alcance global, que podiam inclusive ter forças armadas próprias. 

    Um país que criou a primeira bolsa de valores, onde se podia comprar participação em expedições marítimas ou adquirir commoditties no mercado futuro. Também foi o local onde a primeira "bolha" (a das papoulas) estourou e deixou muita gente na miséria. 

    Com território e população pequenos, os Países Baixos foram buscar sua riqueza no comércio. Enfrentaram a poderosa União Ibérica e estabeleceram as bases do capitalismo. 

    Então, por que esse país não se manteve na vanguarda do capitalismo?

     - Protecionismo de potências rivais: Leis como os Atos de Navegação britânicos bloquearam o transporte marítimo holandês e restringiram o acesso aos mercados coloniais, que antes eram dominados pelos Países Baixos.

    - Guerras prolongadas: Conflitos exaustivos contra a Inglaterra e a França no final do século XVIII endividaram o Estado e destruíram grande parte da frota mercante holandesa.

    - Falta de uma base industrial inicial: A Holanda focava no comércio, transporte de mercadorias e finanças. Quando a Revolução Industrial exigiu grandes recursos internos (carvão, ferro e mão de obra), o país não conseguiu competir com a industrialização rápida dos vizinhos maiores. 

    - Transição para o rentismo: Com o declínio do comércio físico, o capital holandês passou a focar fortemente em empréstimos e investimentos estrangeiros, o que reduziu a atividade industrial interna. 

    Mesmo deixando de ser a economia dominante, os Países Baixos continuaram a ter relevância econômica e cultural. Um povo que arrancou seu espaço vital do fundo do mar merece, no mínimo, respeito.



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